Spin-offs Acadêmicas como Vetores de Transferência de Tecnologia

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22279/navus.v18.2275

Palavras-chave:

Spin-offs Acadêmicas. Redes de Cooperação. Capacidade de Conversão de Conhecimento. Transferência de Tecnologia. Empreendedorismo Acadêmico.

Resumo

Este artigo teve como objetivo analisar como a integração precoce de rotinas de Propriedade Intelectual (PI), incluindo busca de anterioridade, patent landscaping e Liberdade de Operação (FTO), influencia a efetividade da Transferência de Tecnologia (TT) por meio de spin-offs acadêmicas, com ênfase na articulação entre proteção tecnológica e decisões de mercado, como definição de beachhead, estratégias Go-to-Market e precificação baseada em valor. Também buscou identificar diretrizes operacionais para Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) e Escritórios de Transferência de Tecnologia (OTTs) no contexto brasileiro. Para tanto, foi realizada uma revisão sistemática da literatura abrangendo o período de 2010 a 2024. A partir da base Scopus, foram identificados 245 registros, dos quais 201 estudos compuseram a síntese qualitativa após a aplicação dos protocolos SALSA e PRISMA. Os resultados evidenciaram: (i) a centralidade das universidades e dos NITs/OTTs como estruturas de apoio à TT; (ii) a relevância da incorporação antecipada de práticas de PI para redução de riscos tecnológicos, jurídicos e comerciais; (iii) a importância da orientação ao mercado, da descoberta do cliente, da abordagem Jobs to Be Done (JTBD) e do financiamento híbrido para favorecer a adoção inicial das tecnologias; e (iv) a predominância de evidências oriundas da Europa e dos Estados Unidos, revelando lacunas em países emergentes. Conclui-se que a integração entre inteligência de PI e estratégias de mercado aumenta a previsibilidade regulatória e comercial, reduz retrabalho e favorece a transição de tecnologias para estágios de adoção, contribuindo para tornar a TT mais eficiente, previsível e replicável no contexto brasileiro.

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Biografia do Autor

Suzana Paranhos, Instituto Federal da Bahia (IFBA)

Mestranda do Programa de Pós-Graduação em Propriedade Intelectual e Transferência de Tecnologia para a Inovação (PROFNIT).

André Luis Rocha de Souza, Instituto Federal da Bahia (IFBA)

Professor do Instituto Federal da Bahia - IFBA. Doutorado em Engenharia Industrial. Universidade Federal da Bahia (UFBA)

André Luiz Leite Ferreira, Instituto Federal da Bahia (IFBA)

Professor do Instituto Federal da Bahia - IFBA. Doutorado em Difusão do Conhecimento. Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Eduardo Oliveira Teles, Instituto Federal da Bahia (IFBA)

Professor do Instituto Federal da Bahia - IFBA. Doutorado em Engenharia Industrial. Universidade Federal da Bahia (UFBA).

Diana Lima Dos Santos, Universidade Federal da Bahia (UFBA)

Coordenadora DIPED/BahiaFarma. Mestrado em Saúde Coletiva. Universidade Federal da Bahia (UFBA).

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Publicado

2026-06-01

Edição

Seção

Artigos