Como anda o clima organizacional no setor público? Um estudo da produção científica de 2011 a 2024

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DOI:

https://doi.org/10.22279/navus.v18.2126

Resumo

Este artigo tem como objetivo analisar e sistematizar a produção científica nacional e internacional sobre o clima organizacional no setor público, no período de 2011 a 2024. Para isso, foi conduzida uma revisão integrativa da literatura em nove bases de dados científicas, com seleção de 65 artigos conforme critérios pré-estabelecidos. A análise considerou aspectos bibliométricos, metodológicos, etapas da gestão do clima organizacional, dimensões do constructo e efeitos organizacionais associados. Os resultados apontam a predominância de estudos teórico-empíricos (97,1%), quantitativos (70,8%) e com recorte transversal (95,4%), que utilizam majoritariamente questionários estruturados e técnicas de análise estatística multivariada. Foram consolidadas 18 dimensões do clima organizacional, com ênfase em liderança, justiça e equidade organizacional, e relações interpessoais, além de 14 efeitos identificados, como desempenho, produtividade e satisfação no trabalho. Observou-se que a maioria dos estudos se concentra na etapa de diagnóstico do clima, sendo raros os que relatam ações de melhoria ou estratégias de monitoramento. Ao integrar e analisar criticamente os achados da literatura, este estudo contribui para o avanço teórico ao consolidar um panorama amplo e atualizado sobre clima organizacional no setor público. Do ponto de vista prático, oferece subsídios para gestores públicos desenvolverem estratégias de valorização dos servidores e fortalecimento do desempenho institucional. Os resultados também sinalizam lacunas metodológicas e apontam a necessidade de pesquisas futuras com abordagens mais diversas e foco longitudinal sobre os efeitos de intervenções no clima organizacional.

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Biografia do Autor

  • Lana Montezano, Fundação Getúlio Vargas (FGV) e Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP)

    Doutora em Administração.

  • Joysse Vasconcelos França, Fundação Getúlio Vargas (FGV)

    Mestra em Administração pela UnB. Pesquisadora da Fundação Getúlio Vargas (FGV)

  • Joaquim Rubens Fontes Filho, Fundação Getúlio Vargas (FGV)

    Doutor em Administração.  Fundação Getúlio Vargas (FGV)/Escola Brasileira de Administração Pública e de Empresas (EBAPE)

  • José Carlos Raulino Lopes, Instituto Federal do Piauí (IFPI)

    Doutor em Geografia pela UNESP. Instituto Federal do Piauí (IFPI)

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Publicado

2026-02-25

Edição

Seção

Artigos