A relação entre conselho de administração e desempenho das empresas listadas na B3 do setor de consumo cíclico

Jessica de Souza Borges, Nayara Sandy dos Santos Vieira, José Orcélio do Nascimento, Luciana Gavazzi Barragan, Marcus Vinicius Moreira Zittei

Resumo


Na perspectiva da literatura de governança, argumenta-se que a eficiência do Conselho em seu papel disciplinar, tendo a função de proteger o patrimônio reside essencialmente na forma como ele está estruturado. Espera-se que os conselhos desempenhem funções diferentes, por exemplo, monitoramento de gerenciamento, fornecendo orientação estratégica para a empresa, sendo assim, o presente artigo tem por objetivo verificar a relação das características do conselho de administração sobre o desempenho empresarial das empresas listadas no segmento “Consumo Cíclico” da B3, no período de 2010 a 2017. O estudo caracteriza-se como descritivo, realizado por meio de análise documental e abordagem quantitativa. A população é composta por 82 empresas, abrangendo uma amostra de 48 empresas com nível de governança. Para medir o desempenho empresarial foram utilizadas as variáveis ROA, ROE e Q de Tobin, e como características do conselho de administração foram selecionadas as variáveis: independência do conselho, tamanho do conselho, variável dummy para encontrar a dualidade de diretor e uma dummy para o nível de governança, para variável de controle, tamanho da empresa. Para análise dos dados, foi utilizado a regressão de dados em painel não balanceado por meio do software estatístico Gretl®. Os resultados apontaram uma relação negativa e significativa entre independência do conselho, dualidade do diretor e nível de governança corporativa com o desempenho. Já as variáveis tamanho de conselho e tamanho da empresa não apresentaram uma relação significativa.


Palavras-chave


Governança corporativa. Conselho de administração. Consumo cíclico. Desempenho.

Texto completo:

PDF HTML

Referências


Almeida, J. C. G., Scalzer, R. S. & Costa, F. M. (2008). Níveis Diferenciados de Governança Corporativa e Grau de Conservadorismo: Estudo Empírico em Companhias Abertas Listadas na Bovespa. RCO- Revista de Contabilidade e Organizações, 2(2), 118-131.

Amaral, H. F., & Correia, L. F. (2009). A eficiência do Conselho de Administração como mecanismo de controle dos custos da agência. Anais do Congresso Brasileiro de Custos, Fortaleza, CE, Brasil, 16.

Assaf, A., Neto. (2014) Finanças corporativas e valor (7a ed.) São Paulo: Atlas.

BM&FBovespa. (2018a) Empresas Listadas. Recuperado de http://www.bmfbovespa.com.br/pt_br/produtos/listados-a-vista-e-derivativos/renda-variavel/empresas-listadas.htm

BM&FBovespa. (2018b) Segmentos de Listagem. Recuperado de http://www.b3.com.br/pt_br/produtos-e-servicos/negociacao/renda-variavel/empresas-listadas.htm.

Brandão, I. F., Vasconcelos, A. C., Luca, M. M. M., & Crisóstomo, V. L. (2019). Composição do Conselho de Administração e Sensibilidade da Remuneração Executiva ao Desempenho de Mercado. Revista Contabilidade & Finanças - USP, 30(79), 28-41.

Candeloro, A. P. P. (2014). Governança Corporativa e geração de valor: DNA adormecido, criação de marketing ou um feliz encontro. In A. P. P. Candeloro &, M. M. Benevides. (Coords.), Governança Corporativa em Foco: Inovações e tendências para sustentabilidade das organizações (pp. 21-46). São Paulo: Saint Paul.

Comissão de Valores Mobiliários (2002). Cartilha de Governança Corporativa. Rio de Janeiro: Recuperado de http://www.cvm.gov.br/export/sites/cvm/decisoes/anexos/0001/3935.pdf

ComDinheiro (2018). Recuperado de https://www.comdinheiro.com.br/

Dani, A. C., Santos, C. A. D., Kaveski, I. D. S., Cunha, P. R., & Leite, A. P. P. (2017). Características do Conselho de Administração e o Desempenho Empresarial das empresas listadas no Novo Mercado. Revista de Gestão, Finanças e Contabilidade, 7(1), 29-47.

Famá, R., & Barros, L. A. B. C. (2000). Q de Tobin e seu uso em finanças: aspectos metodológicos e conceituais. Caderno de Pesquisas em Administração, 7(4), 27-43.

Fávero, L. P., Belfiore, P., Silva, F. L.; & Chan, B. L. (2009). Análise de dados: modelagem multivariada para tomada de decisão. São Paulo: Campus.

Fraga, J. B., & Silva, V. A. B. (2012). Diversidade no conselho de administração e desempenho da empresa: uma investigação empírica. Brazilian Business Review, 9(Especial), 58-80.

Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (2018). Código das Melhores Práticas de Governança Corporativa. (5a ed.) São Paulo: IBGC. Recuperado de http://www.ibgc.org.br/userfiles/files/Publicacoes/Publicacao-IBGCCodigo-CodigodasMelhoresPraticasdeGC-5aEdicao.pdf

Lameira, V. J. (2007). Governança Corporativa, Risco e Desempenho das Companhias Abertas Brasileiras – Uma análise do Relacionamento entre as Práticas de Governança Corporativa, o Risco e o Desempenho das Companhias Abertas Brasileiras (Dissertação de Mestrado), Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro, Rio de Janeiro, RJ, Brasil.

Lei n. 6.404, de 15 de dezembro de 1976. Dispõe sobre as sociedades por ações. Recuperado de http://www.planalto.gov.br/ccivil_03/leis/l6404compilada.htm

Mahrous, S. A. (2014). The effect of board characteristics on the financial performance of firms: An empirical study on the most active firms in the egyptian stock exchange, Master of Science. In Investment, Investment & Finance Institute.

Manzato, J. A., & Santos, A. B. (2012). A elaboração de questionários na pesquisa quantitativa. Recuperado de http://www.inf.ufsc.br/~vera.carmo/Ensino_2012_1/ELABORACAO_QUESTIONARIOS_PESQUISA_QUANTITATIVA.pdf.

Marconi, M. A., & Lakatos, E. M. (2009). Fundamentos de Metodologia Científica. (6a ed.). São Paulo: Atlas.

Martins, M. A. (2006). Avaliação de Desempenho Empresarial como ferramenta para agregar valor ao negócio. ConTexto, 6(10), 1-27.

Martins, O., Mazer, L., Lustosa, P., & Paulo, E. (2012). Características e competências dos Conselhos de Administração de Bancos brasileiros e sua relação com seu desempenho financeiro. Revista Universo Contábil, 8(3), 40-61. doi: http://dx.doi.org/10.4270/ruc.20128

Mehrotra, S., & Mohanty, B. (2018). The Effect of Corporate Governance Structure on the Performance of Companies Listed in India. IUP Journal of Corporate Governance, 17(1), 7-23.

Mellone, G., Jr., & Saito, R. (2004). Monitoramento interno e desempenho da empresa: determinantes de substituição de executivos em empresas de capital aberto no Brasil. R. Adm., 39(4), 385-397.

Mônaco, D. C. (2000). Estudo da composição dos conselhos de administração e instrumentos de controle das sociedades por ações no Brasil (Dissertação de Mestrado em Administração). Faculdade de Economia, Administração e Contabilidade, Universidade de São Paulo, SP, Brasil.

Moreira, M. (2017). Fusão entre BM&FBOVESPA e CETIP cria a B3, 5ª maior bolsa de valores do mundo. Recuperado de https://agenciabrasil.ebc.com.br/economia/noticia/2017-03/fusao-entre-bmfbovespa-e-cetip-cria-b3-5a-maior-bolsa-de-valores-do-mundo

Paiva, J. F. M., Oliveira, N. A., & Peixoto, F. M. (2015). A Relação entre Conselho de Administração, Desempenho, Valor e Risco no Mercado Brasileiro de Ações. Revista de Educação e Pesquisa em Contabilidade, 9(1), 25-44.

Ross, S. A., Westerfield, R. W., & Jordan, B. D. (2008). Administração Financeira, (8a ed.) São Paulo: Atlas.

Sampieri, R. H, Collado, C. F., & Lucio, M. P. B. (2013). Metodologia de Pesquisa. (5a ed.) Porto Alegre: McGraw-Hill.

Santos, A., & Aragaki, C. (2015). A Importância do Conselho de Administração em Empresas Familiares de Capital Fechado. Revista Eletrônica do Departamento de Ciências Contábeis & Departamento de Atuária e Métodos Quantitativos (REDECA), 2(1), 65-85. Recuperado de https://revistas.pucsp.br/redeca/article/view/27900

Santos, L. M. S., Araújo, R. A. M., Medeiros, D. N., & Lucena, W. G. L. (2019). Níveis Diferenciados de Governança Corporativa: Impacto no Valor de Mercado e Desempenho Econômico-Financeiro das Empresas. Revista Capital Científico - Eletrônica, 17(2), 70-85.

Santos, G. Z. (2002). Independência do Conselho de Administração e sua relação com o desempenho da empresa (Dissertação de Mestrado), Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Porto Alegre, RS, Brasil.

Silveira, A. D. M. (2002). Governança Corporativa, desempenho e valor da empresa no Brasil (Dissertação de Mestrado), Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Silveira, A. D. M. (2004). Governança Corporativa e estrutura de propriedade: determinantes e relação com o desempenho das empresas no Brasil. (Tese de Doutorado em Administração), Universidade de São Paulo, São Paulo, SP, Brasil.

Silveira, A. D. M., Barros, L. A. B. C., & Famá, R. (2003). Estrutura de Governança Corporativa e o valor das companhias abertas brasileiras. RAE – Revista de Administração de Empresas, v.43, n.3, p.50-64.

Veloso, C. R. de S., Santos, T. R. dos, Pimenta, D. P., Cunha, M. F. da, & Cruz, A. F. da. (2019). Much Sweat, Much Pay - Less Sweat, Less Pay? Evidências de “Coleguismo” na Determinação da Remuneração dos Executivos Brasileiros. Contabilidade, Gestão e Governança, 22 (2), 171-187. http://dx.doi.org/10.21714/1984- 3925_2019v22n2a2

Zolini, B. (2008). Governança Corporativa: Estrutura de Propriedade e o Valor da Empresa (Dissertação de Mestrado em Finanças e Economia Internacional), Fundação Getúlio Vargas (FGV), Rio de Janeiro, RJ, Brasil.




DOI: https://doi.org/10.22279/navus.2020.v10.p01-17.1188

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




NAVUS - Revista de Gestão e Tecnologia, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN - 2237-4558 

Membro da Associação Brasileira de Editores Científicos 

 

Desde 18/10/2017

 

Licença Creative Commons

Os originais publicados na Navus estão disponibilizados de acordo com a Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.