Proteção das marcas institucionais em parques tecnológicos no Brasil: uma análise empírica do registro no INPI

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22279/navus.v18.2285

Palavras-chave:

propriedade industrial, propriedade intelectual, habitat de inovação, parques tecnológicos, marca institucional

Resumo

Este artigo analisa a situação do registro concedido de marcas junto ao INPI dos Parques Tecnológicos (PTs) em operação no Brasil junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI). Com base em metodologia exploratória e descritiva, o estudo mapeou os 64 PTs ativos, verificando sistematicamente a existência de suas marcas registradas. Os resultados revelam que apenas 42,2% dos parques (27 unidades) possuem esse ativo legalmente protegido, evidenciando uma significativa subutilização desse instrumento estratégico. A análise regional aponta acentuadas disparidades: a Região Centro-Oeste apresenta a maior taxa de registro (66,7%), enquanto o Norte não registra nenhuma marca. Observou-se uma associação descritiva entre a existência de registro e a vinculação institucional de parte dos PTs a universidades ou fundações de pesquisa, indicando possível influência de estruturas de apoio à gestão da propriedade intelectual, como os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs).

O estudo contribui para a literatura sobre gestão de ativos intangíveis em ecossistemas de inovação ao propor o registro de marca como um indicador complementar da apropriação de ativos intangíveis e da formalização institucional dos parques tecnológicos. Conclui-se que, apesar de sua reconhecida importância para a competitividade, atratividade e sustentabilidade, a gestão estratégica da marca permanece como um aspecto negligenciado pela maioria dos habitats de inovação brasileiros.

 

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Biografia do Autor

Giovane Leal de Souza Silva, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Doutor em Fitotecnia. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ).

Selma Cristina de Oliveira Batista Leal, Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ)

Selma Cristina de Oliveira Batista Leal é engenheira agrônoma, mestra em Agronomia (Ciências do Solo) pela Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) e especialista em Tecnologia de Produção e Usos da Cana-de-Açúcar. Possui trajetória profissional e acadêmica marcada pela atuação em inovação tecnológica, desenvolvimento de projetos e gestão do conhecimento, com experiência na interface entre ciência, tecnologia e aplicação produtiva. Atua em iniciativas voltadas à estruturação de ecossistemas de inovação, à transferência de tecnologia e à valorização de ativos intangíveis, com ênfase em estratégias institucionais, certificações, indicações geográficas e proteção de ativos de propriedade intelectual. Participa de projetos de pesquisa, desenvolvimento e inovação (PD&I) relacionados à organização de arranjos produtivos, fortalecimento de ambientes de inovação e sustentabilidade de organizações vinculadas ao setor agroindustrial. Sua experiência integra aspectos técnicos, regulatórios e estratégicos, contribuindo para análises sobre governança, competitividade e gestão de marcas em habitats de inovação, especialmente no contexto dos Parques Tecnológicos brasileiros.

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Publicado

2026-09-24

Edição

Seção

Artigos