Os impactos do teletrabalho nas Carreiras de Ciência e Tecnologia da Administração Pública Federal

Autores

DOI:

https://doi.org/10.22279/navus.v18.2302

Palavras-chave:

Teletrabalho, administração pública, carreiras de ciência e Tecnologia, Gestão de Pessoas

Resumo

Este estudo investigou os impactos do teletrabalho na administração pública federal, com foco nos membros do Plano de Carreiras de Ciência e Tecnologia lotados em um instituto federal de pesquisa e inovação tecnológica. A investigação buscou compreender como essa modalidade de trabalho influencia a vida pessoal e profissional desses servidores. A metodologia adotada foi de natureza exploratória, fundamentada na revisão da literatura e na aplicação de um questionário do tipo survey, com escala Likert de cinco pontos. A amostra foi composta por 47 servidores, e os dados foram analisados por meio de estatística descritiva. Os resultados indicam que 87% dos servidores perceberam impacto positivo do teletrabalho na qualidade de vida, enquanto 81% relataram maior satisfação com essa modalidade de trabalho. Aspectos como a relação com a família, a saúde emocional, mental e física, as relações sociais e o gerenciamento do tempo também apresentaram percepção preponderantemente positiva. Em contrapartida, 51% dos participantes relataram aumento na carga horária de trabalho após a implantação do teletrabalho. Concluiu-se que o teletrabalho possibilitou mais tempo com a família e o desenvolvimento de atividades pessoais, aumentando o equilíbrio entre vida pessoal e profissional.  Os resultados fornecem evidências empíricas dos benefícios do teletrabalho para a qualidade de vida e o bem-estar dos servidores, além de apontarem desafios relacionados ao aumento da carga de trabalho, podendo subsidiar o aprimoramento de políticas de gestão de pessoas no contexto das Carreiras de Ciência e Tecnologia.

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Biografia do Autor

Leticia Helena Medeiros Veloso, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Possui Mestrado (1997) e Doutorado (2003) em Antropologia pela Universidade de Chicago, E.U.A. e Graduação em Comunicação Social pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (1991). Professora Associada do Departamento de Sociologia da Universidade Federal Fluminense. Professora do Programa de Pós-Graduação em Sociologia e Direito, do Doutorado em Sistemas de Gestão Sustentáveis e do Mestrado em Sistemas de Gestão da mesma universidade. É coordenadora do Núcleo Interdisciplinar sobre Natureza e Humanidade (NINAH), cadastrado no CNPq. É também uma das fundadoras da Rede de Pesquisa em Direitos Humanos, Inseguranças, Paz, Atores Globais e Sustentabilidade (REDHIPAS). Crescentemente, vem atuando nas áreas de Sociologia da Sustentabilidade, Sociologia Econômica e Sociologia Ambiental e das Mudanças Climáticas.

Maria de Lurdes Costa Domingos, Universidade Federal Fluminense (UFF)

raduada em Psicologia pela Universidade Federal do Rio de Janeiro -UFRJ (1996), especialização em Psicologia Clínica pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro - PUC-RJ (2001); mestrado em Psicossociologia de Comunidades e Ecologia Social pela Universidade Federal do Rio de Janeiro(UFRJ) (1999) e doutorado em Psicologia Social pela Universidade do Estado do Rio de Janeiro (UERJ) (2007). Atualmente é professora permanente no Laboratório de Tecnologia, Gestão de Negócios e Meio Ambiente (LATEC-UFF). Membro da Sociedade Brasileira de Psicologia Organizacional e do Trabalho (SBPOT), do Programa de extensão e pesquisa: LaTIS Laboratório Trabalho, Inclusão Social e Sustentabilidade Movimento dos grupos sociais /PPGPS/IP/UERJ e da Associação Internacional de Ciências Sociais e Humanas em Língua Portuguesa (CONAILPcsh). Desenvolve pesquisas vinculadas à agenda socioambiental nas áreas de gestão da responsabilidade social, governança corporativa, ecodesenvolvimento e sustentabilidade aplicadas à promoção da saúde, do trabalho, da educação, do lazer e do turismo e da inovação psicossocial e ambiental, com ênfase em territórios degradados. Entre os temas de pesquisa nestas áreas destacam-se questões de saúde do trabalhador e processos de trabalho, inovação e mobilização social para o ecodesenvolvimento territorial, cultura e direito de povos e populações tradicionais e gestão de risco psicossocial e ambiental.

Raquel Pavan Braz, Universidade Federal Fluminense (UFF)

Possui graduação em Comunicação Social, pelas Faculdades Integradas Hélio Alonso (2007), MBA em Gestão de Pessoas, pela Universidade Estácio de Sá (2014), e mestrado profissional em Sistemas de Gestão, pela Universidade Federal Fluminense - UFF (2019). É Analista em C&T do Ministério de Ciência e Tecnologia, cedida à Fundação Casa de Rui Brabosa, do Ministério da Cultura. Atualmente, cursando o programa de doutorado em Sistema de Gestão Sustentáveis do LATEC-UFF. Tem experiência na área de Administração, com ênfase em Organizações Públicas.

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Publicado

2026-08-07

Edição

Seção

Artigos