A economia criativa como proposta de valor nos modelos de negócio.

Francisco Gómez Castro, Luiz Fernando Figueiredo

Resumo


A economia criativa foca no potencial individual ou coletivo para produzir bens e serviços criativos. Em particular, nas atividades baseadas no conhecimento e que produzem bens tangíveis e intangíveis, intelectuais e artísticos, com conteúdo criativo e valor econômico. Assim, os modelos de negócio ou gestão originam-se de atividades, produtos ou serviços desenvolvidos a partir do conhecimento, criatividade ou capital intelectual de indivíduos, com vistas à geração de trabalho e renda. O artigo apresenta uma pesquisa exploratória bibliográfica sistemática sobre economia criativa, indústria criativa e bens e serviços criativos no Brasil, bem como a relação entre o conceito de quadro de modelo de negócios e as novas formas de negócio da economia criativa. Traz argumentações e reflexões sobre a necessidade de planejamento, pesquisa e inovação, para se conseguir uma atitude proativa no negócio e, assim, fazer frente às mudanças e transições do sistema produtivo.


Palavras-chave


Economia criativa. Quadro de proposta de valor. Modelo de negócio. Design thinking.

Texto completo:

PDF

Referências


AYRES, M. As 10 empresas mais criativas em gestão do Brasil. [2012]. Disponível em: . Acesso em: 2 jun. 2016.

BROWN, T. Design Thinking: uma metodologia poderosa para decretar o fim das velhas ideias. Rio de Janeiro: Elsevier, 2010.

BOLTANSKI, L.; CHIAPELLO, E. El nuevo espíritu del capitalismo. Madri: Ediciones Akal, 2002. v. 13.

BRASIL. Ministério da Cultura. Plano da Secretaria da Economia Criativa–Políticas, diretrizes e ações 2011 a 2014. [2011]. Disponível em: . Acesso em: 5 maio 2015.

BUETTGEN, J. J.; FREDER, S. M. Indústrias Criativas: o lugar em que criatividade gera valor In: BUETTGEN, J. J.; FREDER, S. M. (Org.). Economia Criativa: Inovação, Cultura, Tecnologia e Desenvolvimento. Curitiba: Juruá Editora, 2015. p. 107-116 .

CASTELLS, M. A sociedade em rede. 9. ed. São Paulo: Paz e Terra, 2006.

CONFERÊNCIA DAS NAÇÕES UNIDAS SOBRE COMÉRCIO E DESENVOLVIMENTO (UNCTAD). Relatório de Economia Criativa 2010: Economia criativa: Uma opção de Desenvolvimento Viável. [2010] Disponível em: . Acesso em: 4 jun. 2015.

FEDERAÇÃO DAS INDÚSTRIAS DO RIO DE JANEIRO (FIRJAN). Mapeamento da Indústria Criativa no Brasil. [2014]. Disponível em: . Acesso em: 4 jun. 2015.

GIL, A. C. Como elaborar projetos de pesquisa. São Paulo: Atlas, 2002.

GORZ, A.; IMATERIAL, O. Conhecimento, valor e capital. São Paulo: Annablume, 2005.

HOWKINS, J. The creative economy: How people make money from ideas. UK: Penguin, 2002.

HARVEY, D.; SOBRAL, A. U. Condição pós-moderna. São Paulo: Edições Loyola, 1994.

LANDT, M.; DAMSTRUP, M. V. Innovation adoption´s effect on established business models as means to adjust in a rapid changing technological and innovative landscape: A case study on Business Models, innovation Hype Cycles and the street process for adopting innovations. 2013. Dissertação (Mestrado) - Copenhagen Business School, Copenhagen, Dinamarca.

MAFFESOLI, M. Sobre o nomadismo: vagabundagens pós-modernas. Rio de Janeiro: Record, 2001.

MIGUEZ, P. Economia criativa: uma discussão preliminar. In: NUSSBAUMER, G.M. (Org.). Teorias e políticas da cultura: visões multidisciplinares. Salvador: EDUFBA, 2007. p. 95-114.

OLIVEIRA, J. M. D.; ARAUJO, B. C. D.; SILVA, L. V. Panorama da economia criativa no Brasil. [2013]. Disponível em: . Acesso em: 5 maio 2015.

OROFINO, M. A. R. Técnicas de criação do conhecimento no desenvolvimento de modelos de negócio. 2011. Dissertação (Mestrado em Engenharia e Gestão do Conhecimento) - Universidade Federal de Santa Catarina, Florianópolis, 2011.

OSTERWALDER, A. The business model ontology: A proposition in a design science approach. 2004. Tese (Doutorado) - Université de Lausanne, Lausanne, Switzerland.

OSTERWALDER, A.; PIGNEUR, Y. Business model generation: a handbook for visionaries, game changers, and challengers. New York: John Wiley & Sons, 2010.

OSTERWALDER, A. et al. Value Proposition Design: How to Create Products and Services Customers Want. New York: John Wiley & Sons, 2015.

REIS, A. C. F. Economia criativa como estratégia de desenvolvimento: uma visão dos países em desenvolvimento. São Paulo: Garimpo Soluções; Itaú Cultural, 2008.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS (SEBRAE). Termo de referência de economia criativa. [2012]. Disponível em: . Acesso em: 4 jun. 2015.

SERVIÇO BRASILEIRO DE APOIO ÀS MICRO E PEQUENAS EMPRESAS. O que é Economia Criativa. [2015]. Disponível em: . Acesso em: 5 maio 2015.

VERGARA, S. C. Métodos de Pesquisa em Administração. São Paulo: Atlas, 2005.

VICKERY, J. Creative Economy Report 2013 Special Edition: widening local development pathways. Cultural Trends, v. 24, n. 2, p. 189-193, 2013. Disponível em: . Acesso em: 5 maio 2015.

VIRNO, P. Grammatica della moltitudine: Per una analisi delle forme di vita contemporanee. Itália: Derive Approdi, 2001.




DOI: https://doi.org/10.22279/navus.2016.v6n3.p111-122.405

Apontamentos

  • Não há apontamentos.




NAVUS - Revista de Gestão e Tecnologia, Florianópolis, Santa Catarina, Brasil. ISSN - 2237-4558 

Membro da Associação Brasileira de Editores Científicos 

 

Desde 18/10/2017

 

Licença Creative Commons

Os originais publicados na Navus estão disponibilizados de acordo com a Licença Creative Commons Atribuição-Uso não-comercial-Vedada a criação de obras derivadas 3.0 Brasil.