Protection of institutional trademarks of technology parks in Brazil: an empirical analysis of
registration at the INPI
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https://orcid.org/0000-0002-2311-3919 |
Doutor em Fitotecnia. Universidade Federal
Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – Brasil. giovaneleal@ufrrj.br. |
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Selma Cristina de Oliveira Batista Leal https://orcid.org/0009-0000-7002-9800 |
Mestre em Agronomia. Universidade Federal Rural do Rio de Janeiro (UFRRJ) – Brasil. selmacristina@agronoma.eng.br |
RESUMO
Este
artigo analisa a situação do registro concedido de marcas junto ao INPI dos
Parques Tecnológicos (PTs) em operação no Brasil junto ao Instituto Nacional da
Propriedade Industrial (INPI). Com base em metodologia exploratória e
descritiva, o estudo mapeou os 64 PTs ativos, verificando sistematicamente a
existência de suas marcas registradas. Os resultados revelam que apenas 42,2%
dos parques (27 unidades) possuem esse ativo legalmente protegido, evidenciando
uma significativa subutilização desse instrumento estratégico. A análise
regional aponta acentuadas disparidades: a Região Centro-Oeste apresenta a
maior taxa de registro (66,7%), enquanto o Norte não registra nenhuma marca. Observou-se
uma associação descritiva entre a existência de registro e a vinculação
institucional de parte dos PTs a universidades ou fundações de pesquisa,
indicando possível influência de estruturas de apoio à gestão da propriedade intelectual,
como os Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs).
O
estudo contribui para a literatura sobre gestão de ativos intangíveis em
ecossistemas de inovação ao propor o registro de marca como um indicador
complementar da apropriação de ativos intangíveis e da formalização institucional
dos parques tecnológicos. Conclui-se que, apesar de sua reconhecida importância
para a competitividade, atratividade e sustentabilidade, a gestão estratégica
da marca permanece como um aspecto negligenciado pela maioria dos habitats de
inovação brasileiros.
Palavras-chave: propriedade industrial,
propriedade intelectual, habitat de inovação, registro de marca.
ABSTRACT
This article examines the status of formal
trademark registration for operating Technology Parks (TPs) in Brazil with the
National Institute of Industrial Property (INPI). Using an exploratory and
descriptive methodology, the study mapped the 64 active TPs and systematically
verified the existence of their registered trademarks. The results show that
only 42.2% of the parks (27 units) have this legally protected asset,
highlighting a significant underutilization of this strategic instrument.
Regional analysis reveals sharp disparities: The Central-West region has the
highest registration rate (66.7%), while the North region has no registrations.
A descriptive association was observed between the existence of trademark
registration and the institutional affiliation of some technology parks with
universities or research foundations, suggesting a possible influence of
structures supporting intellectual property management, such as Technology
Innovation Centers (TICs). The study contributes to the literature on
intangible asset management in innovation ecosystems by using proposing
trademark registration as a complementary indicator of intangible asset
appropriation and the institutional formalization of technology parks. The
study concludes that, despite its recognized importance for competitiveness,
attractiveness, and sustainability, strategic brand management remains a
neglected opportunity for most Brazilian innovation habitats.
Keywords: industrial property, intellectual property, innovation habitat, trademark
registration.
Recebido em 13/01/2026. Aprovado em 26/02/2026. Avaliado pelo sistema
double blind peer review. Publicado
conforme normas da ABNT.
https://doi.org/10.22279/navus.v18.2285
1 INTRODUÇÃO
Os parques tecnológicos (PTs) consolidaram-se nas últimas décadas como ecossistemas fundamentais para o desenvolvimento econômico, científico e social, atuando como plataformas de inovação que articulam diferentes atores da tríplice hélice — universidade, governo e setor produtivo — para fomentar a geração, aplicação e difusão do conhecimento (Faria et al., 2021). No Brasil, sua relevância intensificou-se a partir dos anos 2000, impulsionada por políticas públicas voltadas ao estímulo da ciência, tecnologia e inovação (CT&I) e à estruturação de habitats de inovação em diversos territórios. Dados recentes indicam que o Brasil possui atualmente 113 parques tecnológicos formalmente identificados, dos quais 64 encontram-se em operação, abrigando mais de 2.700 empresas e organizações vinculadas. Esses parques configuram-se como ambientes promotores de inovação reconhecidos pelo Marco Legal de Ciência, Tecnologia e Inovação, atuando como organizações intermediárias capazes de articular empresas, universidades e governo em um modelo sistêmico de inovação, à luz da Hélice Tríplice (Faria et al., 2025).
Embora não exista um consenso universal sobre sua definição, os PTs compartilham a função central de promover a transferência de conhecimento, estimular o empreendedorismo tecnológico e impulsionar o desenvolvimento regional sustentado pelo conhecimento (Leite et al., 2023; Henriques et al., 2018). No entanto, esses ambientes apresentam uma heterogeneidade notável em termos de modelos organizacionais, formatos institucionais e arranjos de governança, que refletem tanto suas especificidades territoriais quanto seus objetivos estratégicos (Faria et al., 2019).
A heterogeneidade dos Parques Tecnológicos (PTs) manifesta-se tanto em suas tipologias funcionais — como parques orientados à pesquisa, ao desenvolvimento empresarial ou híbridos — quanto em suas distintas trajetórias de desenvolvimento. Essas diferenças são influenciadas por fatores institucionais, econômicos e territoriais, nos quais a governança desempenha papel decisivo. Modelos de governança mais participativos, com forte envolvimento de universidades e instituições públicas, tendem a privilegiar a geração e difusão de conhecimento. Em contrapartida, modelos de governança predominantemente empresariais focam-se em resultados de mercado, atratividade de investimentos e escalabilidade tecnológica (Faria et al., 2019; Bolliger et al., 2025).
Outro aspecto relevante refere-se aos impactos regionais produzidos pelos PTs. Segundo Gomes et al. (2023), parques bem estruturados podem atuar como catalisadores de sistemas regionais de inovação, promovendo sinergias entre atores públicos e privados e ampliando o dinamismo econômico dos territórios. No entanto, esses autores alertam que tais efeitos não são automáticos. A interação entre parques e o entorno depende de fatores como: inserção territorial, políticas de inovação robustas, infraestrutura de apoio à pesquisa e a inovação e capacidade institucional dos gestores do parque em articular redes colaborativas. Dessa forma, a simples presença de um PT não garante resultados positivos, sendo indispensável que seus objetivos estratégicos estejam alinhados às demandas regionais e às vocações produtivas locais.
A discussão sobre características-chave dos PTs também inclui seu papel como ambientes de estímulo ao empreendedorismo inovador. Conforme Henriques et al. (2018), parques bem-sucedidos são aqueles capazes de gerar externalidades positivas — como maior proximidade entre empresas e universidades, acesso a laboratórios e infraestrutura tecnológica, programas de incubação e aceleração, interação com investidores e apoio a spin-offs acadêmicos, as quais se traduzem em vantagens competitivas que fortalecem o desempenho das empresas residentes. Os autores destacam, porém, que esse desempenho é frequentemente desigual, sendo influenciado por diferenças na qualidade da infraestrutura, no nível de articulação institucional e no grau de envolvimento do setor público.
No cenário brasileiro, essa heterogeneidade é ainda mais acentuada. Muitos PTs foram criados em contextos de escassez de recursos, baixa integração entre atores e ausência de políticas de inovação estruturantes (Faria et al., 2022). Parques localizados em regiões com sistemas de inovação mais robustos tendem a apresentar melhor desempenho, ao passo que aqueles em regiões emergentes frequentemente enfrentam desafios relacionados à sustentabilidade financeira, baixa densidade empresarial e fragilidades de governança.
Evidências empíricas sobre a trajetória dos parques tecnológicos no Brasil indicam que sua evolução não ocorre de forma linear, sendo fortemente influenciada por políticas públicas, disponibilidade de recursos financeiros e proximidade com universidades e instituições de pesquisa. Estudos demonstram que iniciativas criadas sem adequada análise de viabilidade institucional, governança estruturada e capital intelectual qualificado tendem a apresentar baixo impacto em inovação, reforçando a importância da maturidade organizacional como condição para o sucesso desses empreendimentos (Faria et al., 2025).
Neste contexto, a marca institucional emerge como um ativo intangível de grande valor estratégico para os PTs. Ao consolidar uma identidade de marca forte, o parque reforça sua reputação e diferenciação no ecossistema de inovação, atraindo empresas, investidores e parceiros. Como destacado por Silva (2013), a marca, como ativo intangível, é importante para captação de parcerias e acesso ao mercado, conferindo um diferencial competitivo relevante. Pesquisa internacional corrobora essa visão: em análise de parques no leste da Europa, Lis e Romanowska (2016) identificaram que muitos públicos potenciais desconhecem o funcionamento e os benefícios dos parques, revelando falta de conhecimento sobre o funcionamento dos parques, [e] baixa efetividade das formas existentes de promoção, indicando a necessidade de maior visibilidade e reconhecimento da marca institucional.
A literatura especializada também destaca que parques e incubadoras podem funcionar como "nomes de marca" (brand names) para as empresas residentes, atuando como sinais de credibilidade que influenciam positivamente seu desempenho (Salvador, 2010). Para que esse mecanismo funcione, entretanto, conforme Phan (2009), é preciso tornar o parque atrativo desde a origem, mantendo critérios de seleção transparentes e oferecendo serviços de suporte de alta qualidade, de modo que a marca do parque seja associada a profissionalismo e inovação. Em suma, além de infraestrutura física, os parques devem investir em sua identidade institucional e em políticas de marca claras, a fim de posicionar-se firmemente no mercado de inovação, garantindo sustentabilidade a longo prazo.
É neste contexto diversificado e assimétrico que se insere a discussão sobre a apropriação de ativos intangíveis pelos PTs, notadamente os instrumentos de propriedade intelectual. Entre estes, a marca destaca-se como elemento-chave de identidade institucional, competitividade e valor simbólico. Conforme Mendonça et al. (2004), as marcas são ferramentas valiosas para capturar aspectos relevantes da inovação, especialmente na diferenciação de produtos, serviços e identidades organizacionais. A decisão de registrar uma marca revela uma escolha estratégica associada à valorização do ativo, à proteção legal e à intenção de consolidar presença no mercado, aspectos particularmente relevantes em ambientes onde a reputação e a visibilidade institucional são centrais (Lis e Romanowska, 2016).
A marca, enquanto ativo estratégico, influencia diretamente os resultados financeiros e a sustentabilidade de organizações, inclusive aquelas voltadas à inovação social e tecnológica (Hirschmann e Block, 2022). Nos PTs, onde o ciclo de maturação dos empreendimentos é muitas vezes prolongado, a marca institucional pode funcionar como um catalisador de confiança e credibilidade junto a investidores e parceiros públicos e privados.
Nasirov (2020) reforça que o valor de uma marca está intrinsecamente relacionado à sua longevidade no ciclo de proteção: marcas valiosas tendem a ser registradas e mantidas por períodos mais longos, justamente porque os benefícios econômicos e simbólicos superam seus custos. Assim, a análise dos registros de marcas pode funcionar como um indicador da percepção institucional sobre o valor estratégico da identidade de marca, uma dimensão ainda pouco explorada no contexto dos PTs brasileiros.
A literatura recente sobre parques tecnológicos destaca que o impacto desses ambientes extrapola sua dimensão física ou econômica, estando fortemente associado à qualidade da governança, à profissionalização da gestão e à capacidade de articular ativos tangíveis e intangíveis (Faria et al., 2025). Nesse contexto, a gestão estratégica da identidade institucional, incluindo a marca, integra o conjunto de capacidades organizacionais que sustentam a atratividade, a reputação e a sustentabilidade dos parques ao longo do tempo.
A premissa que orienta este estudo é a de que a proteção formal das marcas institucionais ainda não constitui uma prática plenamente disseminada entre os parques tecnológicos brasileiros. Essa lacuna pode estar associada a fatores como desconhecimento sobre propriedade industrial, ausência de cultura institucional de valorização de ativos intangíveis ou limitações estruturais e orçamentárias, questões que se interligam com os desafios de maturidade e consolidação já identificados na literatura sobre PTs (Gonçalves et al., 2019).
Além da proteção legal, a literatura contemporânea destaca a importância de estratégias de comunicação e marketing na consolidação da marca institucional. Wlodarczyk e Górska (2023), por exemplo, demonstram como estratégias como o marketing de influência podem ampliar significativamente o alcance e a percepção de valor da marca, inclusive em contextos baseados em conhecimento. Enquanto Silva et al. (2023) elencaram cobertura na mídia e participação em eventos de marketing, exposições e coletivas de imprensa como métricas-chave no desempenho dos PTs. Isso reflete a percepção de que atividades de relações públicas, divulgação em veículos especializados e ações promocionais posicionam a marca institucional do parque junto a stakeholders relevantes. Em suma, a combinação de esforços – desde o marketing de influência até a assessoria de imprensa – amplia a exposição da marca do parque e fortalece seu prestígio.
A marca institucional atua como mecanismo de sinalização no mercado de inovação, reduzindo assimetrias de informação e aumentando a confiança de investidores e empresas. Esse efeito reputacional pode impactar diretamente indicadores de desempenho, como taxa de ocupação, captação de recursos e internacionalização.
Diante desse cenário, este estudo tem como objetivo analisar a proteção das marcas dos PTs no Brasil, com base na verificação do registro dessas marcas junto ao Instituto Nacional da Propriedade Industrial (INPI), a fim de compreender o grau de apropriação desse ativo de propriedade industrial pelos gestores desses habitats de inovação e suas relações com características regionais e institucionais.
2 METODOLOGIA
Este estudo caracteriza-se como uma pesquisa
exploratória e descritiva de abordagem predominantemente quantitativa, com o
objetivo de analisar a apropriação da marca como instrumento de propriedade
industrial pelos PTs em operação no Brasil. A investigação concentrou-se na
verificação da existência de registros de marca desses parques junto ao INPI,
articulando essa informação com dados sobre a distribuição geográfica.
A pesquisa foi conduzida em três etapas
complementares. A primeira consistiu no levantamento dos PTs em operação no
país. Para isso, utilizou-se como fonte principal a base de dados pública
disponibilizada pela plataforma InovaData-BR disponível em: https://www.inovadata-br.ufv.br/parks-page, do Ministério da Ciência, Tecnologia,
Inovações e Comunicações (MCTIC, 2025) com apoio técnico e metodológico do
Núcleo de Tecnologias de Gestão da Universidade Federal de Viçosa. Foram
selecionados exclusivamente os parques em estágio de operação, de forma a
garantir a análise de marcas associadas a instituições já consolidadas e em
funcionamento.
A segunda etapa consistiu na verificação, na base
pública do INPI, da existência de registros de marcas formalmente concedidos
para cada parque listado. Essa verificação foi realizada por meio de consulta
direta à base pública de dados do INPI, acessando a ferramenta de busca do
sistema BuscaWeb para marcas (https://busca.inpi.gov.br/pePI/jsp/marcas/Pesquisa_num_processo.jsp) (INPI, 2025). A busca foi realizada
utilizando o nome completo e variações comuns de cada parque, incluindo siglas
e expressões relacionadas, o nome e o CNPJ das instituições gestoras dos
parques, de forma a evitar falsos negativos. Foram considerados apenas os
registros efetivamente concedidos (marcas registradas), desconsiderando pedidos
em exame, indeferidos ou cancelados.
Na terceira etapa, os dados coletados foram
organizados em uma planilha contendo as seguintes variáveis: nome do parque,
cidade, estado, existência ou não de registro de marca no INPI, marca
registrada, tipo de marca e titular da marca registrada (Anexos 1 e 2). A
partir dessa organização, procedeu-se à análise quantitativa descritiva dos
resultados, com ênfase na distribuição dos registros por unidade federativa e
por região geográfica. Também foram elaborados gráficos e tabelas para
facilitar a visualização e interpretação dos dados.
A análise foi complementada por uma revisão
bibliográfica, com o intuito de contextualizar o papel da marca nos
ecossistemas de inovação, especialmente nos PTs. Foram utilizadas publicações
nacionais e internacionais, com destaque para estudos sobre propriedade industrial,
desempenho institucional de PTs, e estratégias de branding e comunicação institucional em ambientes de inovação. Os
artigos selecionados foram obtidos por meio de bases como ScienceDirect,
Scielo, Scopus, Web of Science e Google Scholar, priorizando-se a literatura
dos últimos dez anos para garantir a atualidade do referencial. Foram
utilizadas como frase de busca os seguintes termos: "science and
technology parks", "technology parks", "science
parks", AND "innovation habitats", "trademark
protection", "brand management", "intellectual
property"; realizando as combinações possíveis.
Adicionalmente, para garantir a validade dos dados, foram realizados cruzamentos com informações institucionais disponíveis nos sites oficiais dos parques e consultas a portais públicos como o da Associação Nacional de Entidades Promotoras de Empreendimentos Inovadores (Anprotec). Toda a coleta de dados foi realizada entre os meses de junho e julho de 2025.
Ressalta-se que o estudo não avaliou a
qualidade gráfica, a estratégia mercadológica ou o grau de notoriedade das
marcas, limitando-se à existência formal de proteção jurídica como indicador
objetivo de apropriação do instrumento de propriedade industrial.
3 RESULTADOS E DISCUSSÃO
3.1 Panorama Nacional do Registro de Marcas
A análise dos 64 Parques Tecnológicos (PTs) em
operação no Brasil revelou um cenário de baixa apropriação da marca como ativo
jurídico formalizado. Apenas 27 parques (42,2%) possuem marca registrada junto
ao INPI, enquanto 37 (57,8%) operam sem essa proteção legal (Tabela 1). Esse
baixo nível de formalização contrasta com o avanço observado em outras
dimensões dos PTs brasileiros, como o crescimento no número de empresas
vinculadas, faturamento agregado e qualificação das equipes gestoras (Faria et
al., 2025). Tal assimetria sugere que, embora os parques tenham evoluído em
infraestrutura e impacto econômico, a gestão estratégica de ativos intangíveis
permanece subexplorada.
Tabela
1: Distribuição de PTs com e sem marca registrada por região (2025)
|
Região |
PTs em Operação |
Com Marca Registrada |
Sem Marca Registrada |
% de Registro |
|
Sul |
31 |
14 |
17 |
45,20% |
|
Sudeste |
21 |
8 |
13 |
38,10% |
|
Nordeste |
8 |
3 |
5 |
37,50% |
|
Centro-Oeste |
3 |
2 |
1 |
66,70% |
|
Norte |
1 |
0 |
1 |
0% |
|
Total |
64 |
27 |
37 |
42,20% |
Fonte: MCTIC (2025) e INPI (2025). Elaborado pelos
autores.
A constatação de que menos da metade dos parques tecnológicos brasileiros possui marca registrada revela não apenas uma lacuna operacional, mas um possível descompasso entre a retórica da inovação e a internalização de práticas formais de gestão estratégica. Em ambientes cuja competitividade depende fortemente da reputação institucional, a ausência de proteção marcária pode sugerir fragilidade na estrutura de governança ou baixa priorização da propriedade industrial como instrumento de consolidação organizacional.
As disparidades regionais observadas sugerem que o registro de marca está associado à densidade institucional dos ecossistemas locais. Regiões com maior presença de universidades consolidadas e estruturas como Núcleos de Inovação Tecnológica (NITs) tendem a apresentar maior formalização da proteção. Esse dado reforça a hipótese de que a cultura de propriedade intelectual transborda do ambiente acadêmico para a gestão dos parques vinculados.
Além disso, a ausência de registro pode gerar vulnerabilidade jurídica, especialmente em casos de expansão territorial, internacionalização ou estabelecimento de parcerias estratégicas. A marca registrada funciona como instrumento de exclusividade e segurança institucional, prevenindo conflitos e assegurando identidade distintiva no mercado de inovação.
3.2 Desigualdades Regionais na Proteção Marcária
Os resultados evidenciam pronunciadas
desigualdades regionais. A Região Centro-Oeste apresenta a maior taxa de
registro (66,7%), embora possua apenas 3 PTs, o que recomenda cautela na
interpretação comparativa das taxas. Em contraste, a Região Norte não possui
nenhum PT com marca registrada, que decorre de ter apenas um parque em operação
na base analisada, não permitindo generalização para a região. A Região Sul,
com 31 PTs, tem 45,2% de registros, enquanto o Sudeste (21 PTs) apresenta
38,1%.
A Figura 1 ilustra a distribuição dos registros
por unidade da federação, contrastando o número total de PTs em operação com
aqueles que possuem marca registrada. Observa-se que estados com tradição em
inovação e maior número de parques tecnológicos em operação — como Rio Grande
do Sul (6 registros), São Paulo (5) e Santa Catarina (5) — apresentam
desempenho mais consistente na proteção de marcas.
Essa distribuição desigual reflete, em parte, as assimetrias já documentadas nos sistemas regionais de inovação brasileiros (Faria et al., 2022). Entretanto, os dados utilizados neste estudo não permitem estabelecer relação estatística entre a maturidade do ecossistema regional e a proteção das marcas, uma vez que não foram aplicados testes de correlação ou outros procedimentos inferenciais.
Figura 1: Número de PTs em operação e parques com
marca registrada por estado em 2025 segundo MCTIC (2025) e INPI (2025).
Fonte:
MCTIC (2025) e INPI (2025). Elaborado pelos autores.
3.3 Perfil Institucional dos Parques com Marca
Registrada
A análise do perfil institucional revelou que PTs
vinculados a universidades ou fundações de apoio à pesquisa entre os parques
que possuem registro, observou-se a presença recorrente de vínculos com
universidades e instituições de pesquisa. Entre os exemplos destacados:
·
Parque do Rio (UFRJ) - Registrada em
2010.
·
TECNOPUC
(PUCRS) - Registrada desde 2011.
·
PCTEC
UnB (Universidade de Brasília) - Registrada em 2016.
·
Supera
Parque (USP) - Registrada desde 2021.
Esses casos evidenciam que a proximidade com
instituições de ensino e pesquisa, que frequentemente possuem Núcleos de
Inovação Tecnológica (NITs) estruturados, pode estar associada ao acesso a
conhecimento sobre propriedade intelectual e é compatível com a formalização de
ativos intangíveis. Como observado por Mendonça et al. (2004), organizações
inseridas em ecossistemas de conhecimento tendem a valorizar mais os
instrumentos formais de proteção intelectual.
3.4 Análise das Marcas Registradas: Tipologia e
Titularidade
Do total de 27 marcas registradas (Anexo 2):
·
19
(70,4%) são marcas mistas (combinação de elemento nominal e figurativo)
·
6
(22,2%) são marcas nominativas (apenas elemento verbal)
·
2
(7,4%) são marcas figurativas (apenas elemento visual)
Quanto à titularidade:
·
14
(51,9%) são tituladas por fundações ou associações vinculadas aos parques
·
8
(29,6%) pertencem diretamente a universidades
·
5
(18,5%) são tituladas por outras entidades gestoras
Essa distribuição evidencia a predominância de
fundações e associações entre os titulares das marcas registradas, indicando a
relevância das entidades gestoras na formalização e administração desse ativo
de propriedade industrial.
3.5 Discussão: Integrando Dados Empíricos e
Referencial Teórico
3.5.1 O registro de marca como indicador
complementar de apropriação de ativos intangíveis
Os dados corroboram a perspectiva teórica de
Nasirov (2020) de que a decisão de registrar e manter uma marca reflete uma
avaliação estratégica de seu valor. A existência de registros concedidos há
mais de uma década em parques como o Parque do Rio (15 anos com marca
registrada) e o TECNOPUC (14 anos) evidencia que, em determinados casos, a
formalização da marca constitui uma prática institucional de longa duração. Em
contraste, a ausência de registro em 57,8% dos PTs pode indicar tanto
limitações orçamentárias quanto subestimação do valor estratégico desse ativo.
3.5.2 Implicações para a competitividade
dos PTs
O registro de marca confere benefícios
estratégicos ao parque, assegurando exclusividade de uso e protegendo sua
identidade no mercado ao prevenir a utilização por terceiros de sinais idênticos
ou similares que possam causar confusão (CFE, 2012). Adicionalmente, constitui
um instrumento legal fundamental para defender a reputação da organização
contra exploração indevida, falsificações e práticas de concorrência desleal.
A baixa taxa de registro tem implicações práticas significativas. Como destacado por Silva (2013), a marca registrada não apenas protege contra uso indevido, mas também confere um diferencial competitivo relevante na captação de parcerias. Nossos dados sugerem que essa vantagem competitiva está sendo subutilizada pela maioria dos PTs brasileiros.
A Região Sul concentra o maior número absoluto de parques tecnológicos em operação e, consequentemente, apresenta também o maior número absoluto de parques com marcas registradas, além da segunda maior taxa proporcional de registro entre as regiões analisadas. Esses resultados permitem estabelecer um diálogo com Lis e Romanowska (2016), que destacam a importância da visibilidade da marca para o reconhecimento público dos parques. Embora os dados deste estudo não permitam afirmar uma relação entre a concentração regional de parques e a proteção de suas marcas, a presença de registros em uma região com maior concentração desses habitats de inovação sugere que a proteção formal da marca pode assumir importância estratégica para a diferenciação e o posicionamento institucional dos parques.
3.5.3 O papel das universidades e NITs
A análise dos parques que possuem registro revelou
a presença recorrente de vínculos com universidades e instituições de pesquisa.
Embora os dados não permitam estimar uma associação entre vinculação
universitária e probabilidade de registro, essa característica constitui uma
hipótese relevante para estudos futuros sobre a influência das estruturas de
apoio à propriedade intelectual na formalização de ativos intangíveis.
3.6 Limitações e Oportunidades Identificadas
A análise conduzida, embora ofereça um diagnóstico
relevante sobre o registro de marcas nos PTs brasileiros, apresenta limitações
metodológicas que devem ser reconhecidas para contextualizar adequadamente seus
achados. Primeiramente, a abordagem adotada possui caráter predominantemente
quantitativo e descritivo, focando na existência formal do registro junto ao
INPI, mas não avança na avaliação da qualidade da gestão estratégica dessas
marcas. Aspectos como consistência do uso, investimento em comunicação,
integração da marca à cultura organizacional e mensuração de seu valor
econômico permanecem como dimensões a serem exploradas em estudos futuros.
Em segundo lugar, o corte temporal transversal
(dados de 2025) não permite capturar tendências históricas ou analisar a
dinâmica do registro ao longo do tempo. Não é possível discernir, por exemplo,
se os 42,2% de PTs registrados representam uma trajetória crescente, estável ou
declinante, nem identificar momentos-chave (como mudanças na legislação ou
lançamento de políticas públicas) que possam ter influenciado as decisões de
registro.
Uma terceira limitação refere-se ao escopo da
investigação, que se concentrou na existência do registro, sem explorar as
motivações, percepções e barreiras enfrentadas pelos gestores dos PTs. As
razões que levam 57,8% dos parques a operarem sem marca registrada — sejam elas
de ordem orçamentária, cultural, técnica ou estratégica — permanecem como uma
"caixa preta" que somente abordagens qualitativas (como entrevistas
ou estudos de caso) poderão desvendar.
Paradoxalmente, essas mesmas limitações apontam
para oportunidades concretas de avanço tanto na pesquisa acadêmica quanto na
prática gerencial. A identificação de 37 PTs sem marca registrada representa
não apenas um diagnóstico, mas um claro público-alvo para programas de
capacitação em propriedade intelectual, que poderiam ser desenvolvidos em
parceria com o INPI, universidades e associações setoriais como a Anprotec.
As pronunciadas disparidades regionais
identificadas — com taxas que variam de 0% no Norte a 66,7% no Centro-Oeste —
sugerem a necessidade de políticas diferenciadas que considerem as
especificidades de cada ecossistema. Iniciativas genéricas de fomento à
propriedade intelectual podem ter efetividade limitada se não levarem em conta
fatores contextuais como a disponibilidade local de assessoria jurídica
especializada, a cultura regional em relação a ativos intangíveis e a estrutura
dos sistemas estaduais de inovação.
Finalmente, o considerável percentual dos PTs
vinculados a universidades (29,6% dos registrados) oferece um modelo a ser
estudado e potencialmente adaptado. A experiência desses parques — muitos dos
quais se beneficiam da infraestrutura e expertise dos NITs — poderia ser
sistematizada e disseminada para outros modelos institucionais, como parques
geridos por consórcios empresariais ou por governos municipais. Esta
"transferência de know-how" poderia acelerar significativamente
a formalização da identidade institucional dos PTs brasileiros, transformando
uma limitação atual em uma oportunidade futura de fortalecimento coletivo.
3.7 Implicações Práticas e Recomendações
Com base nos resultados, recomenda-se:
1.
Inclusão
do registro de marca como indicador de apropriação/formalização de ativo
intangível nos sistemas de avaliação de PTs, conforme sugerido por Silva et al.
(2023)
2.
Programas
de apoio técnico específicos para regiões com baixas taxas de registro (Norte e
Nordeste)
3.
Fortalecimento
do papel dos NITs como facilitadores do registro de marcas para PTs
4.
Campanhas
de sensibilização sobre o valor estratégico da marca como ativo institucional
A constatação de que apenas 42,2% dos PTs possuem
marca registrada revela uma oportunidade significativa para fortalecer a
identidade e competitividade desses ecossistemas de inovação. Como observado
por Salvador (2010), parques que funcionam como "nomes de marca"
credíveis podem amplificar o desempenho das empresas residentes — um benefício
que permanece subexplorado no cenário brasileiro.
4 CONSIDERAÇÕES FINAIS
Os resultados obtidos permitem afirmar que o registro formal de marca ainda não está plenamente incorporado à estratégia institucional da maioria dos parques tecnológicos brasileiros. A evidência empírica demonstra que 57,8% dos parques operam sem proteção marcária registrada, o que sugere subaproveitamento de um instrumento jurídico de elevado potencial estratégico.
O principal achado quantitativo indica que apenas 42,2% dos 64 PTs em operação possuem marca registrada, deixando a maioria (57,8%) sem registro de marca identificado na base consultada do INPI. Este baixo índice de formalização é especialmente preocupante considerando o papel central que a identidade de marca desempenha na atração de investimentos, na construção de reputação e na diferenciação competitiva em ecossistemas de inovação.
A análise regional evidenciou pronunciadas desigualdades. A Região Centro-Oeste apresentou a maior taxa de registro (66,7%), enquanto a Região Norte não registrou nenhuma marca entre seus PTs. Estas disparidades refletem, em parte, as assimetrias estruturais já documentadas nos sistemas regionais de inovação brasileiros, sugerindo que políticas de fomento à propriedade intelectual devem considerar as especificidades contextuais de cada território.
Em síntese, este estudo demonstra que a proteção
jurídica da marca permanece um ativo subexplorado pela maioria dos PTs
brasileiros, paradoxalmente em ambientes dedicados à inovação e ao
conhecimento. Os 42,2% de registro representam não apenas um diagnóstico
quantitativo, mas um ponto de partida para ações estratégicas que reconheçam a
marca como elemento integrante da governança, competitividade e
sustentabilidade dos ecossistemas de inovação no Brasil.
A superação deste cenário exigirá esforços
coordenados que envolvam: (i) políticas públicas específicas para regiões com
baixas taxas de registro; (ii) fortalecimento do papel das universidades e seus
NITs como difusores de práticas de propriedade intelectual; (iii) capacitação
de gestores sobre o valor estratégico e os riscos jurídicos associados à marca
institucional; e (iv) inclusão do registro de marca como indicador de
apropriação/formalização de ativo intangível nos sistemas de avaliação de PTs.
A marca registrada não deve ser compreendida como
mero formalismo jurídico, mas como expressão concreta de uma identidade
institucional consolidada e projetada para o futuro — um ativo intangível que,
paradoxalmente, pode gerar os mais tangíveis benefícios para a competitividade
e sustentabilidade dos Parques Tecnológicos brasileiros.
Do ponto de vista científico, o estudo
contribui ao propor o registro de marca como potencial indicador complementar
de uma dimensão da maturidade institucional relacionada à gestão de ativos
intangíveis de parques tecnológicos, ampliando o debate sobre avaliação de
habitats de inovação para além de indicadores tradicionais como número de
empresas residentes, faturamento ou patentes depositadas.
Ao deslocar o foco para a dimensão
jurídico-identitária da gestão, o trabalho introduz uma abordagem complementar
na literatura sobre ecossistemas de inovação, enfatizando que a consolidação
institucional envolve não apenas infraestrutura e redes de colaboração, mas
também a apropriação estratégica de ativos intangíveis.
Diante dos achados deste estudo, abrem-se diversas possibilidades para aprofundamentos futuros e ações práticas voltadas ao fortalecimento da gestão de marcas nos PTs brasileiros.
Em termos de pesquisa, recomenda-se a realização de estudos qualitativos com gestores de parques que ainda não registraram suas marcas, a fim de compreender os fatores que dificultam ou inibem esse processo. Tais investigações poderão fornecer subsídios para a formulação de políticas de capacitação, apoio jurídico e estímulo à formalização de ativos imateriais.
Outro campo promissor é a comparação internacional entre práticas de branding institucional em PTs, especialmente em países com forte tradição em propriedade intelectual. Esta comparação também pode oferecer parâmetros de benchmarking, permitindo avaliar se a subutilização observada constitui fenômeno estrutural do contexto brasileiro ou tendência global. A análise de experiências bem-sucedidas pode servir como inspiração para a criação de modelos adaptados à realidade brasileira, respeitando as particularidades regionais e estruturais dos nossos parques.
Do ponto de vista institucional, torna-se urgente incorporar a gestão da marca como indicador de apropriação/formalização de ativo intangível dos PTs, vinculando-a a critérios de avaliação de impacto, atração de empresas, captação de recursos e articulação em rede. O desenvolvimento de métricas e indicadores específicos relacionados à marca pode fortalecer o reconhecimento de sua importância estratégica.
Além disso, destaca-se a necessidade de políticas públicas voltadas ao fomento da propriedade intelectual nos parques. Programas de incentivo ao registro de marcas, linhas de financiamento específicas e parcerias com NITs podem acelerar o processo de formalização da identidade institucional dos PTs.
Finalmente, é fundamental promover uma mudança cultural: é preciso que a marca deixe de ser percebida como mero símbolo visual e passe a ser compreendida como um ativo de valor estratégico, capaz de agregar credibilidade, diferenciação e projeção institucional. Essa valorização passa por uma integração entre registro legal, gestão profissional e comunicação estratégica.
As perspectivas futuras, portanto, exigem ações coordenadas dos parques, universidades, governos e instituições de apoio à inovação, para que a marca seja reconhecida e tratada como um dos pilares fundamentais para a sustentabilidade e o fortalecimento dos ecossistemas de inovação no Brasil.
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em: https://doi.org/10.15341/jbe(2155-7950)/01.10.2019/005. Acesso
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SILVA, Anna Karina Mendes
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em: 10 jun. 2025.
ANEXOS
Anexo 1 - Lista de parques Tecnológicos (PTs) em operação no Brasil segundo a InovaData.BR em julho de 2025, a cidade e estado onde se localizam e se tem marca registrada junto ao INPI.
|
Parque Tecnológico em
operação |
Marca registrada |
Cidade |
UF |
|
Ágora Tech Park |
não |
Joinville |
SC |
|
Assoc. Beneficente da Ind.
Carbonífera de SC |
sim |
Criciúma |
SC |
|
Cilla Tech Park |
sim |
Guarapuava |
PR |
|
Feevale Techpark |
não |
Campo Bom |
RS |
|
Parque de Agroinovação
Fundetec |
não |
Cascavel |
PR |
|
Fundação Parque
Tecnológico da Paraíba |
sim |
Campina Grande |
PB |
|
Fundação Parque
Tecnológico de Santos |
não |
Santos |
SP |
|
Fundação Parque
Tecnológico Itaipu - Brasil |
sim |
Foz do Iguaçu |
PR |
|
Hotmilk Ecossistema de
Inovação - PUCPR |
não |
Curitiba |
PR |
|
Iparque - Parque
Científico e Tecnológico |
não |
Criciúma |
SC |
|
Metrópole Parque |
sim |
Natal |
RN |
|
Núcleo de Gestão do Porto
Digital |
sim |
Recife |
PE |
|
Oceantec - Parque
Científico e Tecnológico |
não |
Rio Grande |
RS |
|
Orion Parque Tecnológico |
sim |
Lages |
SC |
|
BIOPARK - Parque Cient. e
Tec. de Biociências LTDA |
sim |
Toledo |
PR |
|
TECNOPUC - Parque
Científico e Tecnológico da PUCRS |
sim |
Porto Alegre |
RS |
|
PCTEC UnB - Parque
Científico e Tecnológico da UnB |
sim |
Brasília |
DF |
|
Parque Científico e
Tecnológico da UNICAMP |
não |
Campinas |
SP |
|
TecnoURI - Parque
Científico e Tecnológico das Missões |
não |
Santo Ângelo |
RS |
|
PCTI - Parque Científico e
Tecnológico de Itajubá |
não |
Itajubá |
MG |
|
PampaTEC - Parque
Científico e Tecnológico do Pampa |
não |
Alegrete |
RS |
|
TecnoUnisc - Parque
Científico e Tecnológico Regional |
sim |
Santa Cruz do Sul |
RS |
|
Parque Científico e
Tecnológico Tecnovates |
não |
Lajeado |
RS |
|
Parque Científico e
Tecnológico UPF Planalto Médio |
sim |
Passo Fundo |
RS |
|
PCTGuamá - Parque de
Ciência e Tecnologia Guamá |
não |
Belém |
PA |
|
INOVAPARQ - Parque de
Inovação Tecnológica de Joinville |
sim |
Joinville |
SC |
|
Parque de Inovação
Tecnológica São José dos Campos |
sim |
São José dos Campos |
SP |
|
Parque de Inovação,
Ciência e Tecnologia da UFSM |
não |
Santa Maria |
RS |
|
Parque Eco Tecnológico
Damha São Carlos |
não |
São Carlos |
SP |
|
TECNOCENTRO - Parque Tecnológico
Francisco Sciarra |
não |
Londrina |
PR |
|
Parque Tecnológico
Botucatu |
sim |
Botucatu |
SP |
|
Parque Tecnológico CPQD -
Pólis de Tecnologia |
sim |
Campinas |
SP |
|
PqTecBa - Parque
Tecnológico da Bahia |
não |
Salvador |
BA |
|
PTS - Parque Tecnológico
da Saúde |
não |
Curitiba |
PR |
|
PTEC UFRJ - Parque
Tecnológico da UFRJ |
não |
Rio de Janeiro |
RJ |
|
TEC UNIFOR - Parque
Tecnológico da Universidade de Fortaleza |
não |
Fortaleza |
CE |
|
BH-TEC - Parque
Tecnológico de Belo Horizonte |
sim |
Belo Horizonte |
MG |
|
Parque Tecnológico de
Brasília - BIOTIC |
sim |
Brasília |
DF |
|
PARQTEL - Parque
Tecnológico de Eletrônicos e Tec. Assoc. PE |
não |
Recife |
PE |
|
Parque Tecnológico de
Inovação do Jaraguá |
não |
Maceió |
AL |
|
PARTECJF - Parque Tecnológico
de Juiz de Fora e região |
não |
Juiz de Fora |
MG |
|
PTPB - Parque Tecnológico
de Pato Branco |
não |
Pato Branco |
PR |
|
Parque Tecnológico de São
José do Rio Preto |
não |
São José do Rio Preto |
SP |
|
TECNOSINOS - Parque
Tecnológico de São Leopoldo |
sim |
São Leopoldo |
RS |
|
Parque Tecnológico de
Sorocaba |
não |
Sorocaba |
SP |
|
Parque Tecnológico de
Uberaba |
não |
Uberaba |
MG |
|
Parque Tecnológico de
Viçosa |
não |
Viçosa |
MG |
|
Parque Tecnológico
Maringatech |
não |
Maringá |
PR |
|
Parque Tecnológico
Piracicaba de Bioenergia |
não |
Piracicaba |
SP |
|
Parque Tecnológico Região
Serrana - Serratec |
sim |
Petrópolis |
RJ |
|
Parque Tecnológico
Samambaia - UFG |
não |
Goiânia |
GO |
|
Parque Tecnológico
Ulbratech |
não |
Canoas |
RS |
|
Parque Tecnológico UNIVAP |
não |
São José dos Campos |
SP |
|
Pollen Parque Científico e
Tecnológico |
sim |
Chapecó |
SC |
|
Polo de Biotecnologia do
Rio de Janeiro |
sim |
Rio de Janeiro |
RJ |
|
Santa Maria Tecnoparque |
não |
Santa Maria |
RS |
|
São Carlos Science Park -
ParqTec |
sim |
São Carlos |
SP |
|
Sapiens Parque |
sim |
Florianópolis |
SC |
|
Sergipe Parque Tecnológico |
não |
São Cristóvão |
SE |
|
Supera Parque de Inovação
e Tecnologia |
sim |
Ribeirão Preto |
SP |
|
Techno Park Campinas |
não |
Campinas |
SP |
|
TECNOSUL - Parque
Cientifico e Tecnológico |
sim |
Pelotas |
RS |
|
TecnoUCS Parque de
Ciência, Tecnologia e Inovação |
não |
Caxias do Sul |
RS |
|
Zenit - Parque Científico
e Tecnológico da UFRGS |
sim |
Porto Alegre |
RS |
Fonte: MCTI InovaData.BR(2025) e INPI(2025). Elaborado pelos autores.
Anexo 2 - Lista de parques Tecnológicos (PTs) em operação no Brasil segundo a InovaData.BR em julho de 2025, a marca registrada, o tipo de marca e o titular junto ao INPI.
|
Parque Tecnológico em
Operação |
Marca Registrada |
Tipo |
Data de concessão |
Titular |
|
Assoc. Beneficente da Ind.
Carbonífera de SC |
SATC |
N |
27/07/2010 |
Associação Beneficente da
Indústria Carbonífera de Santa Catarina - SATC |
|
Cilla Tech Park |
CILLA TECH PARK |
M |
01/01/2024 |
Associação Cilla Tech Park |
|
Fundação Parque
Tecnológico da Paraíba |
PAQTCPB |
M |
29/07/2014 |
Fundação Parque
Tecnológico da Paraíba |
|
Fundação Parque
Tecnológico Itaipu - Brasil |
PTI PARQUE TECNOLÓGICO
ITAIPU |
M |
11/08/2009 |
Fundação Parque
Tecnológico Itaipu - Brasil |
|
Metrópole Parque |
PARQUE TECNOLÓGICO
METRÓPOLE DIGITAL |
M |
02/06/2020 |
Universidade Federal do
Rio Grande do Norte |
|
Núcleo de Gestão do Porto
Digital |
PORTO DIGITAL |
M |
07/08/2007 |
Núcleo de Gestão do Porto
Digital |
|
Orion Parque Tecnológico |
ORION PARQUE TECNOLÓGICO |
M |
25/06/2024 |
Instituto Orion |
|
BIOPARK - Parque Cient. e
Tec. de Biociências LTDA |
BIOPARK |
M |
20/10/2020 |
Parque Científico e
Tecnológico de Biociências Ltda. |
|
TECNOPUC - Parque
Científico e Tecnológico da PUCRS |
TECNOPUC |
M |
03/05/2011 |
União Brasileira de Educação
e Assistência - Mantenedora da PUCRS |
|
PCTEC UnB - Parque Científico
e Tecnológico da UnB |
PCTec-UnB Parque
Científico e Tecnológico |
M |
04/10/2016 |
Fundação Universidade de
Brasília/Centro de Apoio ao Desenvolvimento Tecnológico |
|
TecnoUnisc - Parque
Científico e Tecnológico Regional |
TECNOUNISC |
M |
24/12/2024 |
Associação Pró-Ensino em
Santa Cruz do Sul |
|
Parque Científico e
Tecnológico UPF Planalto Médio |
UPF PARQUE |
M |
08/11/2016 |
Fundação Universidade de
Passo Fundo |
|
INOVAPARQ - Parque de
Inovação Tecnológica de Joinville |
INOVAPARQ |
M |
16/12/2014 |
Fundação Educacional da
Região de Joinville |
|
Parque de Inovação
Tecnológica São José dos Campos |
PQTEC |
N |
04/06/2019 |
Associação Parque
Tecnológico de São José dos Campos |
|
Parque Tecnológico
Botucatu |
PARQUE TECNOLÓGICO
BOTUCATU |
M |
27/02/2018 |
Associação Parque
Tecnológico Botucatu |
|
Parque Tecnológico CPQD -
Pólis de Tecnologia |
POLIS DE TECNOLOGIA |
M |
02/05/2007 |
Fundação CPQD - Centro de
Pesquisa e Desenvolvimento em Telecomunicações |
|
BH-TEC - Parque
Tecnológico de Belo Horizonte |
BH-TEC Parque Tecnológico
de Belo Horizonte |
M |
15/10/2019 |
Parque Tecnológico de Belo
Horizonte |
|
Parque Tecnológico de
Brasília - BIOTIC |
BIOTIC |
M |
02/05/2023 |
Biotic S.A. |
|
TECNOSINOS - Parque
Tecnológico de São Leopoldo |
TECNOSINOS |
N |
26/03/2013 |
Universidade do Vale do
Rio dos Sinos - Unisinos |
|
Parque Tecnológico Região
Serrana - Serratec |
SERRATEC |
N |
11/05/2021 |
Serratec - Parque
Tecnológico da Região Serrana |
|
Pollen Parque Científico e
Tecnológico |
POLLEN PARQUE CIENTÍFICO E
TECNOLÓGICO |
M |
27/06/2023 |
Fundação Universitária de
Desenvolvimento do Oeste |
|
Polo de Biotecnologia do
Rio de Janeiro |
PARQUE DO RIO |
N |
19/01/2010 |
Universidade Federal do
Rio de Janeiro |
|
São Carlos Science Park -
ParqTec |
PARQTEC SÃO CARLOS |
N |
21/12/1999 |
Fundação Parque
Tecnológico de São Carlos |
|
Sapiens Parque |
|
F |
13/06/2017 |
Sapiens Parque S.A |
|
Supera Parque de Inovação
e Tecnologia |
SUPERA Parque de Inovação
e Tecnologia de Ribeirão Preto |
M |
20/07/2021 |
Fundação Instituto Polo
Avançado de Saúde de Ribeirão Preto |
|
TECNOSUL - Parque Científico
e Tecnológico |
PELOTAS PARQUE TECNOLÓGICO |
M |
05/11/2019 |
TECNOSUL Parque Cientifico
e Tecnológico |
|
Zenit - Parque Científico
e Tecnológico da UFRGS |
Zenit Parque UFRGS |
M |
14/09/2015 |
Universidade Federal do
Rio Grande do Sul |
Tipo de marca: F - Figurativa, M - Mista, N - Nominativa.
Fonte: MCTI InovaData.BR(2025) e INPI(2025). Elaborado pelos autores.