André Luis Rocha de Souza

https://orcid.org/0000-0003-2172-5513

Professor do Instituto Federal da Bahia - IFBA. Doutorado em Engenharia Industrial. Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Brasil. andresouza@ifba.edu.br

 

André Luiz Leite Ferreira

https://orcid.org/0000-0003-2108-1447

Professor do Instituto Federal da Bahia - IFBA. Doutorado em Difusão do Conhecimento. Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Brasil. andre.ferreira@ifba.edu.br

 

Eduardo Oliveira Teles

https://orcid.org/0000-0003-4926-1423

Professor do Instituto Federal da Bahia - IFBA. Doutorado em Engenharia Industrial. Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Brasil. eduardo.teles@ifba.edu.br

 

Diana Lima dos Santos

https://orcid.org/0000-0003-3498-2762

Coordenadora DIPED/BahiaFarma. Mestrado em Saúde Coletiva. Universidade Federal da Bahia (UFBA) – Brasil. dianalima0203@gmail.com

 

ABSTRACT

This paper aimed to analyze how the early integration of Intellectual Property (IP) routines, including prior art search, patent landscaping, and Freedom to Operate (FTO), influences the effectiveness of Technology Transfer (TT) through academic spin-offs, with emphasis on its connection to market-oriented decisions, such as beachhead selection, Go-to-Market (GTM) strategies, and value-based pricing, as well as on the derivation of operational guidelines for Technological Innovation Centers (NITs) and Technology Transfer Offices (TTOs) within the Brazilian context. To this end, a systematic literature review covering the period from 2010 to 2024 was conducted. Using the Scopus database, 245 records were identified and, after a two-stage screening process (SALSA + PRISMA), 201 studies composed the qualitative synthesis. The results indicated: (i) the centrality of universities and TTOs/NITs as institutional arrangements for TT; (ii) the relevance of early IP routines as mechanisms for technological and legal de-risking; (iii) the importance of market orientation, customer discovery, Jobs to Be Done (JTBD), and hybrid financing mechanisms for initial adoption (paid PoCs and contracts); and (iv) the geographical concentration of evidence in mature ecosystems (European Union/United States), with persistent gaps in emerging countries, especially regarding the integration between IP, adoption, and economic outcomes. The paper proposes a conceptual linkage between IP intelligence and market execution, while also outlining operational guidelines for NITs/TTOs. It is concluded that the early and systematic integration of IP into the productization process tends to enhance regulatory and commercial predictability, reduce rework, and facilitate the transition from Technology Readiness Levels (TRLs) to adoption milestones, offering practical pathways to make TT processes more predictable and replicable within the Brazilian context.

Keywords: Academic spin-offs; Technology transfer; University innovation; Intellectual property; Market strategy.

2.1 Delineamento da Pesquisa

2.2 Procedimentos Metodológicos

2.2.3 Critérios de Inclusão e Exclusão

2.2.4 Triagem e fluxo PRISMA

TÍTULO

OBJETIVO

AUTOR

ANO

PERIÓDICO PUBLICADO

Entrepreneurship Strategy: Changing Patterns in New Venture Creation, Growth, and Reinvention

Orientar empreendedores no processo de avaliar se uma ideia para um novo empreendimento é, de fato, uma oportunidade de negócio viável antes de investir recursos em sua implementação

Lisa Gundry

2007

SAGE

Publications, Inc.

Geração de Spin-Offs Tecnológicos - Um Estudo Multicaso

Compreender como pequenas e médias empresas inovam via spin­-offs, identificando motivações e

barreiras.

 

Jonas Mendes Constante et al.

 

 

2014

 

Revista Produção Online

Academic Spin-off as a Value Driver of Intellectual Capital: The Case of University of Pisa

Analisar spin-offs acadêmicas como vetores de valor do capital intelectual e mensurar o impacto dos investimentos universitários em TT sobre a economia local

Mariani G.; Carlesi A.; Scarfò A.A.

2017

Artigo acadêmico

sem periódico identificado na versão disponível (estudo de caso da Universidade de Pisa)

Análise do Modelo de Negócio das Ventures Builders

Analisar como as venture builders estruturam modelos de negócio para o desenvolvimento de startups.

Ellen Maria Lopes Azevedo et al.

2018

 

REGEPE

The survival of academic spinoff companies: An empirical study of key determinants

Examinar determinantes da sobrevivência de spin-offs acadêmicas. Descoberta: A sobrevivência depende criticamente de investidores, empreendedores externos e do suporte de Escritórios

de Transferência Tecnológica (TTOs).

Daniel Prokop, Robert Huggin, Gillian Bristow

2019

International Small Business Journal

An integrated methodology for supporting the development and the performance evaluation

of academic spin-offs

Propor a metodologia "Lean Acceleration Canvas" para apoiar o desenvolvimento e avaliação de desempenho de spin-offs.

 

Gianpaol Iazzolino et al.

2019

 

Measuring Business Excellence

Supply chain risk management modelling: A systematic literature network analysis review

Analisar a evolução da modelagem de riscos na cadeia de suprimentos. Discute abordagens holísticas frente a interrupções globais.

Marcus Vinicius C. Fagundes et al.

2020

IMA Journal of Management Mathematics

The Impact of Market Orientation on University Spin-Off Business Performance

Investigar a relação entre as dimensões da Orientação para o Mercado (MO) e o desempenho empresarial de spin-offs

universitárias italianas

 

Nicoletta Buratti; Giorgia Profumo; Luca Persico

 

2021

 

Journal of International Entrepreneurship

Dinâmica do Sistema Nacional de Inovação via Spin-Off Acadêmica: um Estudo de Caso

Analisar a estrutura funcional do sistema nacional de inovação brasileiro através de uma spin-off universitária. Descoberta: O financiamento via capital de risco e o suporte do NIT foram cruciais, enquanto a regulação de agrotóxicos

dificultou o produto biológico.

Nayara Gonçalves Lauriano et al.

2022

Revista Gestão & Conexões

Spin-offs acadêmicas e seus determinantes exógenos: uma revisão sistemática da literatura recente

Analisar fatores externos que afetam a criação e o desempenho de spin-­offs. Descoberta: Países emergentes enfrentam barreiras de infraestrutura, falta de marcos jurídicos dinâmicos e carência de

cultura empreendedora.

Carlos Alberto Ramos Torres, Noela Invernizzi

2022

Revista Brasileira de Inovação

 

Venture Builder: Proposta de um Novo Modelo para Criação de Startups

Propor um novo modelo de operações para venture builders, diferenciando-o de outros modelos de criação de startups e descrevendo os aspectos mais relevantes de sua atuação

 

Rodrigo Franco Esteves

 

2022

Dissertação de Mestrado — Programa de Mestrado Profissional em Empreendedoris mo, FEA-USP, São

Paulo

Examining the impact of university-industry collaborations on spin­off creation: Evidence from joint patents

Examinar como colaborações universidade-indústria via patentes conjuntas afetam a criação de spin-­offs. Descoberta: Colaborações prévias e repetidas entre a universidade e a mesma empresa

têm efeito positivo significativo.

Hugo Martínez-Ardila et al.

2023

Heliyon

Which variables predict the internationalization type of academic spin-offs?

Identificar variáveis que preveem a velocidade de internacionalização de spin-offs na Espanha. Descoberta: Firmas orientadas ao mercado externo desde o início

internacionalizam-se mais rápido.

 

 

Mariluz Fernández-Alles et al.

2023

Heliyon

Corporate Venture Builder como modelo de Inovação Aberta: estudo de caso no varejo farmacêutico brasileiro

Analisar como o modelo Corporate Venture Builder (CVB) promove a Inovação Aberta. Descoberta: O modelo atua como orquestrador entre corporações, startups e

investidores.

 

 

Alexandre Augusto Lara Barbosa

 

2023

Dissertação de Mestrado (USP)

Empreendedorismo através da Universidade: As Spin-Offs Acadêmicas da UFJF

Apresentar o papel da UFJF e do Critt no fomento a spin-offs. Descoberta: Destaca a transformação de conhecimento científico em modelos de negócio através de suporte

institucional e casos práticos.

Karla Edwirges (UFJF)

 

2024

Portal Critt UFJF (Blog)

Spin-Offs Acadêmicas: Revisão Sistematizada de Literatura

Analisar tendências e padrões temáticos na literatura sobre spin-­offs acadêmicas e a evolução da produção no campo.

Geneia Lucas dos Santos et al.

2024

Anais do CIKI

Eixo Temático

Sumário de Convergência

Evidências Integradas

1.  Papel Central das Universidades

Hubs de conhecimento e origem das ASOs. O desempenho está atrelado à Orientação Empreendedora, qualidade do TTO e redes, sendo a governança independente um acelerador de time-to-first-customer.

O’Shea (2005); Wright

(2007);  Siegel (2003); Casos europeus (Itália/Pisa).

2.Suporte Institucional (NITs/OTTs)

Atuam como "facilitadores de jornada" e redutores de assimetria entre pesquisa e mercado. A eficácia depende de rotinas estruturadas de Prior Art e FTO, acordos padrão de PI e programas de PoC com critérios explícitos de sucesso.

Siegel, Waldman e Link (2003); Torres e Invernizzi (2022); Gomes et al. (2015).

3. Colaboração U-I e PI Conjunta

Parcerias estratégicas e alianças internacionais como aceleradores de adoção. Patentes conjuntas e colaboração pré-fundação (P&D conjunto) melhoram o time-to-market e o timing de internacionalização.

Martínez-Ardila (2023); Walter et al. (2024); Casos italianos; Prokop (2019).

4. Capital de Risco e Financiamento Híbrido

Crítico para a sobrevivência (window 0-24 meses). O modelo VB (Venture Builder) e a combinação de grants (fomento) com equity (de-risking) são respostas ao gap de seed/early-stage em países emergentes.

Prokop (2019); Iazzolino et al. (2020); Torres e Invernizzi (2022); Fomento (FINEP/PIPE).

5. Orientação para o Mercado (MO)

Variável crítica de desempenho: a excelência técnica isolada é insuficiente. A Vantagem Pioneira (first-mover) e a internacionalização rápida dependem da inteligência gerada pela PI (Novidade/FTO) e pela MO integradas.

Buratti et al. (2021); Fernández-Alles et al. (2023); Iazzolino et al. (2020).

6. Obstáculos Regulatórios

Gargalos de custo e risco que deslocam o time-to-market. A resposta em ambientes maduros é a adoção de sandboxes e testbeds para mitigar a lentidão e a complexidade, especialmente em saúde, biotecnologia e energia.

Torres e Invernizzi (2022); casos europeus e asiáticos de regulação setorial.

7. Cultura Empreendedora

Variável crítica  de execução. A mentalidade pró-mercado e a formação em validação (GTM, pricing por valor) são essenciais para elevar o win-rate em vendas complexas, sua ausência é uma barreira sistêmica nas ICTs brasileiras.

Torres e Invernizzi (2022); Santos et al. (2024); Ramos e Françozo (2025); Buratti et al. (2021).