Challenges in
the logistics process of a hospital laundry: A case study in a hospital in
northern Rio Grande do Sul
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Eduarda Bohrer |
Bacharel em Administração. Atitus Educação, Escola de Negócios e Tecnologia (Atitus) - Brasil. eduardaabohrer@gmail.com |
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Daniela
Medeiros |
Mestra
em Administração. Atitus Educação, Escola de Negócios e Tecnologia (Atitus) -
Brasil. danielamedeiros.mestrado@gmail.com |
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Priscila
Souza Rosa |
Mestra
em Administração. Atitus Educação, Escola de Negócios e Tecnologia (Atitus) -
Brasil. preh.sr@gmail.com |
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Claudionor
Guedes Laimer |
Doutor
em Administração de Negócios e Tecnologia (Atitus) - Brasil. claudionor.laimer@atitus.edu.br |
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Leila
Dal Moro |
Doutora
em Engenharia Civil e Ambiental. Atitus Educação, Escola de Negócios e
Tecnologia. (Atitus). Brasil. leila.moro@atitus.edu.br |
RESUMO
A logística hospitalar desempenha
papel estratégico na gestão dos serviços de saúde, contribuindo para a
eficiência dos processos e para a continuidade da assistência aos pacientes.
Nesse contexto, a lavanderia hospitalar constitui um serviço de apoio essencial,
cujo desempenho influencia diretamente o processamento e a distribuição do
enxoval hospitalar. Este estudo teve como objetivo analisar os desafios do
processo logístico de uma lavanderia hospitalar localizada em um hospital no
Norte do estado do Rio Grande do Sul. A pesquisa caracteriza-se como um estudo
de caso de abordagem qualitativa, utilizando entrevistas semiestruturadas,
grupos focais e observação direta como instrumentos de coleta de dados. Para a
análise dos dados foi empregada a técnica de análise de conteúdo. Os resultados
evidenciaram que os principais desafios estão relacionados à presença de
materiais indesejáveis junto às roupas encaminhadas à lavanderia, à
insuficiência de mão de obra, às interrupções no fluxo operacional e às dificuldades
na gestão de recursos. Em contrapartida, verificou-se que a padronização dos
processos contribui para a melhoria da eficiência operacional. Como
contribuição, o estudo apresenta diretrizes para minimizar os gargalos
identificados, oferecendo subsídios para o aprimoramento da gestão logística em
lavanderias hospitalares.
Palavras-chave: Lavanderia hospitalar. Logística
hospitalar. Logística. Processamento de roupas. Estudo de caso.
ABSTRACT
Hospital logistics plays a strategic
role in healthcare management by improving operational efficiency and ensuring
the continuity of patient care. In this context, hospital laundries represent
an essential support service, as their performance directly affects the
processing and distribution of hospital linen. This study aimed to analyze the
challenges of the logistics process in a hospital laundry located in a hospital
in the northern region of Rio Grande do Sul, Brazil. The research adopted a
qualitative case study approach, using semi-structured interviews, focus groups,
and direct observation as data collection techniques. Data were analyzed
through content analysis. The findings revealed that the main challenges are
associated with the presence of undesirable materials among soiled linen,
workforce shortages, interruptions in the operational flow, and resource
management limitations. Conversely, process standardization was identified as
an important factor for improving operational efficiency. The study also
proposes practical guidelines to mitigate the identified bottlenecks,
contributing to the improvement of logistics management in hospital laundry
services.
Keywords:
Hospital laundry. Hospital logistics. Linen processing. Case study. Logistics
management.
Recebido em 20/06/2025. Aprovado
em 02/06/2026. Avaliado pelo sistema double
blind peer review. Publicado conforme normas da APA.
https://doi.org/10.22279/navus.v18.2157
1 INTRODUÇÃO
A logística constitui uma função estratégica para
organizações de diferentes setores, uma vez que integra os fluxos de materiais,
informações e serviços necessários ao desenvolvimento das atividades
organizacionais. No contexto hospitalar, sua importância é ampliada, pois a
disponibilidade de recursos no tempo, na quantidade e nas condições adequadas
pode influenciar diretamente a continuidade e a qualidade da assistência
prestada aos pacientes. A logística hospitalar envolve, portanto, o
gerenciamento dos fluxos de pacientes, produtos, materiais e informações, com o
propósito de assegurar qualidade, segurança e eficiência na prestação dos
serviços de saúde (Jawab et al., 2018).
Para
que esse fluxo ocorra de maneira adequada, todos os setores da instituição
devem atuar de forma integrada, inclusive aqueles que não mantêm contato direto
com os pacientes. Entre esses serviços de apoio está a lavanderia hospitalar,
responsável pelo processamento, pela conservação e pela distribuição das roupas
utilizadas nas diferentes unidades do hospital. Seu funcionamento influencia a
segurança, o conforto e a continuidade dos atendimentos, uma vez que atrasos,
falhas de processamento ou indisponibilidade de enxoval podem comprometer as
atividades assistenciais e elevar os custos operacionais (Cunha et al., 2011;
Müller, 2015).
Embora
a literatura reconheça a logística hospitalar como elemento relevante para a
eficiência operacional e para a qualidade assistencial, os estudos
concentram-se predominantemente na gestão de suprimentos, medicamentos e
materiais. Em comparação, os processos logísticos desenvolvidos em serviços de
apoio, como as lavanderias hospitalares, ainda recebem menor atenção,
especialmente em investigações empíricas voltadas aos desafios operacionais
enfrentados por essas unidades. Desse modo, a análise desses processos pode
ampliar a compreensão científica sobre a logística de apoio hospitalar e,
simultaneamente, oferecer subsídios para o aperfeiçoamento de sua gestão.
Diante
desse contexto, esta pesquisa foi orientada pela seguinte questão: quais são os
principais desafios do processo logístico de uma lavanderia hospitalar
localizada em um hospital do Norte do estado do Rio Grande do Sul?
Assim,
o objetivo geral deste estudo é analisar os desafios do processo logístico de
uma lavanderia hospitalar localizada em um hospital do Norte do estado do Rio
Grande do Sul. Especificamente, busca-se descrever o processo logístico da
lavanderia, identificar os principais desafios presentes em suas etapas e
propor diretrizes de melhoria para a redução dos gargalos encontrados. A
investigação justifica-se pela relevância operacional da lavanderia para o
funcionamento hospitalar e pela possibilidade de seus resultados contribuírem
tanto para o conhecimento sobre serviços de apoio em saúde quanto para a tomada
de decisão dos gestores da instituição analisada.
1.1 Objetivos
1.1.2
Objetivo Geral
Analisar
os desafios do processo logístico de uma lavanderia hospitalar localizada em um
hospital do norte do estado do Rio Grande do Sul.
1.1.3
Objetivos Específicos
• Descrever o processo logístico da lavanderia
do hospital;
• Propor diretrizes viáveis para a redução dos
gargalos encontrados na logística do objeto de estudo;
• Identificar os principais desafios presentes
nas etapas do processo logístico.
2 REFERENCIAL TEÓRICO
2.1 Logística
A
logística tem assumido papel estratégico nas organizações ao integrar o fluxo
de materiais, informações e serviços, contribuindo para a eficiência
operacional e para a competitividade. Em um ambiente marcado por constantes
mudanças e pelo aumento das exigências dos clientes, a gestão logística
tornou-se um diferencial para as organizações, influenciando a redução de
custos, a melhoria do nível de serviço e a otimização dos processos (Alvarán
& Olascuaga, 2018).
Segundo
Ballou (2006), a logística compreende o planejamento, a implementação e o
controle eficiente do fluxo e do armazenamento de bens, serviços e informações
desde sua origem até o consumidor final, buscando atender às necessidades dos
clientes ao menor custo possível. Nessa perspectiva, a logística integrada
possibilita a coordenação das diferentes atividades da cadeia de suprimentos,
favorecendo maior eficiência operacional e melhores resultados organizacionais
(Bowersox & Closs, 2007; Arbache et al., 2015).
Assim,
quando os processos logísticos são gerenciados de forma integrada, a
organização obtém ganhos relacionados à produtividade, à redução de
desperdícios e à melhoria da qualidade dos serviços prestados, tornando a
logística uma competência estratégica para o desempenho institucional (Cruz
& Sousa, 2021).
2.2 Logística Hospitalar
Os
sistemas de saúde caracterizam-se pela elevada complexidade de seus processos e
pela necessidade de utilização eficiente dos recursos disponíveis. Nesse
contexto, a logística hospitalar desempenha papel estratégico ao gerenciar o
fluxo de materiais, medicamentos, equipamentos e informações, contribuindo para
a continuidade da assistência, a redução de custos e a melhoria da qualidade
dos serviços prestados (Barbieri & Machline, 2017).
Uma
gestão logística eficiente permite minimizar falhas relacionadas à aquisição,
ao armazenamento e à distribuição de recursos, evitando desperdícios,
desabastecimento e impactos negativos na assistência aos pacientes (Maia et
al., 2008). Além disso, a integração entre os setores e a utilização de
sistemas de informação favorecem a comunicação interna e o desempenho
operacional das instituições hospitalares (Pereira et al., 2012).
Dessa
forma, a logística hospitalar constitui um elemento essencial para o
funcionamento das organizações de saúde, contribuindo tanto para a eficiência
operacional quanto para a qualidade e segurança dos serviços oferecidos (de
Oliveira et al., 2021).
2.3 Logística de lavanderias hospitalares
A
lavanderia hospitalar constitui um serviço de apoio essencial ao funcionamento
das instituições de saúde, sendo responsável pelo processamento, conservação e
distribuição do enxoval utilizado nas diferentes unidades assistenciais. Além
de assegurar a disponibilidade de roupas em condições adequadas de uso, esse
setor contribui para o controle de infecções, a segurança dos pacientes e dos
trabalhadores e a eficiência operacional do hospital (Leite et al., 2011).
De
acordo com a Agência Nacional de Vigilância Sanitária (ANVISA, 2009), o
processamento de roupas compreende atividades de coleta, separação, lavagem,
secagem, reparo, armazenamento e distribuição, devendo seguir procedimentos
padronizados que garantam a qualidade do enxoval e reduzam riscos de
contaminação. Para isso, recomenda-se a separação física entre as áreas
contaminada e limpa, evitando a recontaminação das roupas durante o
processamento (Negra et al., 2004).
Além
dos aspectos relacionados à biossegurança, a gestão da lavanderia hospitalar
envolve desafios logísticos associados ao planejamento da capacidade, à
disponibilidade de mão de obra, ao controle de recursos e à continuidade do
fluxo operacional. Dessa forma, falhas nesse processo podem comprometer a
produtividade, elevar custos e afetar o desempenho das atividades
assistenciais, reforçando a necessidade de uma gestão eficiente desse serviço
de apoio (Cunha et al., 2011).
Na sequência, apresenta-se o método empregado, organizado nas etapas de
classificação da pesquisa, caracterização do local e dos participantes, instrumentos
de coleta e técnica de análise dos dados.
3 MÉTODO
3.1 Classificação da Pesquisa
Diante da
contextualização exposta, optou-se por uma pesquisa de abordagem qualitativa,
por possibilitar a compreensão dos significados atribuídos pelos participantes
ao fenômeno investigado, favorecendo a interpretação das práticas e percepções
relacionadas ao processo logístico da lavanderia hospitalar (Creswell &
Creswell, 2021). Entre as estratégias de pesquisa qualitativa, adotou-se o
estudo de caso, por permitir a investigação aprofundada de um fenômeno
contemporâneo em seu contexto real, contribuindo para a compreensão de
processos organizacionais complexos (Godoy, 1995; Yin, 2015).
A escolha pelo
estudo de caso justifica-se por possibilitar a investigação aprofundada de um
fenômeno contemporâneo em seu contexto real, permitindo compreender as
particularidades do processo logístico desenvolvido pela lavanderia hospitalar
e os desafios enfrentados pelos diferentes atores envolvidos. A abordagem
qualitativa mostrou-se adequada por favorecer a interpretação das percepções
dos participantes acerca das práticas operacionais e dos fatores que
influenciam a dinâmica do processamento de roupas hospitalares.
3.2 Local do estudo e participantes
O objeto do estudo é
uma instituição hospitalar privada e filantrópica localizada em um município do
interior do Rio Grande do Sul. A instituição possui acreditação de nível 3,
correspondente à categoria “Acreditado com Excelência”, concedida pela Organização
Nacional de Acreditação (ONA), que avalia a qualidade dos serviços de saúde com
base em critérios de segurança do paciente e em padrões relacionados à gestão e
à estrutura. Fundado em 1914 por Antônio
Xavier e Oliveira, com o apoio de um grupo de cidadãos do município, o hospital
é considerado a mais antiga instituição médico-hospitalar local e integra um
dos maiores complexos hospitalares da região. O complexo é composto por
hospital psiquiátrico, escola de educação profissional, ambulatório de ensino,
centro ambulatorial, clínicas, unidade oncológica, escola de educação infantil,
associação de funcionários e centro logístico.
O centro logístico, localizado em um bairro industrial e distante da
área central do hospital, concentra diversos serviços de apoio à assistência.
Nesse local está situada a lavanderia hospitalar, objeto deste estudo, que
possui capacidade de processamento de aproximadamente quatro toneladas diárias,
além de realizar a confecção e os reparos do enxoval hospitalar.
Os participantes da pesquisa foram selecionados por amostragem
intencional, considerando sua atuação direta nas diferentes etapas do processo
logístico da lavanderia hospitalar e seu conhecimento das atividades
desenvolvidas no setor. Foram incluídos colaboradores das áreas limpa, suja e
de costura, bem como as supervisoras da lavanderia e o administrador
hospitalar, por desempenharem funções estratégicas relacionadas ao
planejamento, à execução e à gestão do processamento de roupas. A seleção
buscou contemplar diferentes perspectivas sobre o fenômeno investigado,
permitindo maior abrangência na compreensão dos desafios identificados.
3.3 Instrumento de coleta de dados
Para a coleta de
dados, foram realizadas visitas presenciais ao local de estudo com o objetivo
de acompanhar o fluxo de processamento das roupas e a logística de distribuição
do enxoval entre o centro logístico e as demais unidades hospitalares. Além
disso, foi utilizado um protocolo de estudo de caso, conforme recomendado por
Yin (2015).
Durante as visitas
técnicas também foi realizada observação direta das etapas do processamento de
roupas, possibilitando compreender o fluxo operacional da lavanderia, a
interação entre os setores e a dinâmica das atividades desempenhadas. As
observações complementaram as informações obtidas nas entrevistas, contribuindo
para a compreensão do contexto investigado.
Como instrumento de coleta de dados, elaborou-se um roteiro de
entrevista semiestruturada composto por três blocos (Apêndice I). O Bloco 1
reuniu seis questões aplicadas em cinco grupos focais com colaboradores das
áreas limpa, suja e de costura da lavanderia. As questões abordaram as
dificuldades encontradas no processo logístico do processamento de roupas, a
suficiência dos recursos destinados ao trabalho e os aspectos que poderiam ser
aprimorados. O Bloco 2 foi composto por oito questões destinadas às duas
supervisoras da lavanderia e abordou o processamento de roupas, os principais
gargalos, o orçamento do setor, as dificuldades operacionais, as possibilidades
de melhoria, o mapeamento dos pontos estratégicos de entrega e as diferenças
entre a realidade observada e os materiais de apoio. Por fim, o Bloco 3
consistiu em uma entrevista com o administrador do hospital, composta por seis
questões sobre os gargalos identificados na perspectiva administrativa, os
aspectos passíveis de melhoria, os impactos da lavanderia na gestão do hospital
e sua capacidade de atender às necessidades do complexo em relação aos custos e
benefícios gerados para a instituição.
Os
roteiros foram encaminhados a professores especialistas da área para validação,
com o objetivo de aprimorar a confiabilidade do instrumento.
3.4 Técnica de análise de dados
Para a análise e a discussão dos resultados, adotou-se a análise de
conteúdo, técnica de pesquisa constituída por um conjunto de procedimentos
sistemáticos empregados na interpretação de conteúdos comunicacionais e na
identificação dos sentidos de um documento (de Souza & dos Santos, 2020).
Tabela
1
Categorização dos fatores que influenciam o processo operacional da lavanderia hospitalar
|
Unidade de registo / codificação |
Enumeração |
Unidade de
contexto |
Categorização |
|
Objetos
ou materiais indesejáveis que vêm junto com as roupas |
32 |
Só que
quem é mais
antiga sabe que
tem que abrir
um por um e chacoalhar. Agora,
as que entraram mais recente, elas fecham, só fecham, pode ter o que tiver ali no meio,
elas só fecham
e mandam. Vem com saco de
lixo, vem com material, ouro.
Colocam os saquinhos de lixo nos hamper
e cai tudo pra dentro, vem tudo. Galão,
dos produtos que a gente usa, eu recolho um monte que vem
lá de cima. (Participante 10) |
Impacto negativo |
|
Carência de mão de obra |
31 |
Temos essa dificuldade de faltar bastante funcionário. (Participante 5) |
Gestão de recursos |
|
Padronização |
23 |
...A menina recebe lá as 9 gaiolas, ela tem o cronograma de
horário de entrega, entendeu? Até as 09h ela tem que ter as 9 gaiolas
vazias lá embaixo
e o menino da coleta, tem que estar com todas as coletas
(um vem de um lado
e outro do outro),
que vai dar uma hora e pouco pra eles
coletarem e sai de lá o caminhão
07:30 e as 09h:30 eles estão
de volta. (Participante 25) É lençol
SUS, então é perkalen, personalizado, fundo branco, a marca azul (a serigrafia), 2,55 de largura,
quantos fios. A gente dá toda a informação, é como se fosse comprar uma tinta, é tal cor, tal marca, quantos ml, tudo que tu quer.
(Participante 25) |
Impacto positivo |
|
Facilitação do trabalho por máquinas ou ajustes |
18 |
Eu acredito que quando vier
essas peças, dessa dobradeira de lençol ali, a gente vai se folgar mais.
(Participante 1) |
Impacto positivo |
|
Pouco
cuidado com o enxoval (roupas) |
17 |
A dificuldade que
nós temos é que o pessoal lá em cima, ninguém cuida, ninguém valoriza a roupa. Vem aqueles lençóis com nó, toalha rasgada, pessoal não cuida
do enxoval, vem frauda no meio das roupas. (Participante 1) |
Gestão
de recursos |
|
Muita demanda |
16 |
Nenhum turno consegue vencer. Entra dia e sai dia é a mesma
situação. (Participante 3) |
Gestão de recursos |
|
Fluxo
interrompido ou maior |
16 |
Porque assim,
o que acontece. Se sai, por exemplo, a Eliane e vai
la dobrar cobertor. Eu tenho que
parar o meu serviço,
a dobra, pra suprir la na calandra. E aquela
dobra fica, por exemplo, o bloco. (Participante 4) |
Impacto negativo |
|
Materiais
cortantes no meio
da roupa |
15 |
São os materiais que não descartam, sabe. Às vezes, vem agulha, objetos
cortantes e aí põem a vida dos que
trabalham diretamente com
a lavadoras em risco. O Fulano já houve casos
aí, de se furar com
agulha e ter que tomar um coquetel.
(Participante 7) |
Impacto negativo |
|
Partes
do corpo humano |
11 |
Dedo, pé, chapa. Isso, é o que vem pra nós e a gente não tá acostumado. Então, a gente
fica muito apavorada. (Participante 4) |
Impacto negativo |
Desse
modo, Bardin (2016) define a análise de conteúdo como um conjunto de técnicas
de análise das comunicações, baseado em procedimentos sistemáticos e objetivos
de descrição do conteúdo das mensagens. O método situa-se entre duas
fronteiras: de um lado, a linguística tradicional; de outro, a interpretação do
sentido das palavras, ou hermenêutica (Campos, 2004).
Após
a transcrição das entrevistas, os dados foram submetidos às etapas de
pré-análise, exploração do material e interpretação dos resultados, conforme
proposto por Bardin (2016). Posteriormente, os conteúdos foram organizados em
categorias temáticas relacionadas aos desafios do processo logístico da
lavanderia hospitalar, permitindo a comparação das percepções dos diferentes
participantes.
4. RESULTADOS E DICUSSÃO
Os
resultados são apresentados em quatro partes: perfil dos participantes; análise
dos dados; descrição do processo logístico da lavanderia; e diretrizes de
melhoria elaboradas com base nos aspectos identificados nas entrevistas e nas
observações.
4.1 Perfil dos entrevistados
Considerando
a faixa etária, a escolaridade e a principal área de atuação, observa-se que a
maioria dos participantes dos grupos focais é composta por mulheres, que
representam 75% (n = 18) dos entrevistados. A área limpa concentra 58,33% dos
participantes (n = 14), e a faixa etária observada é de até 50 anos. Em relação
à escolaridade, predomina o ensino médio completo; apenas um dos 24
funcionários cursa o ensino superior.
Quanto aos cargos de supervisão, as duas participantes
são mulheres, com 65 e 43 anos, e possuem, respectivamente, ensino superior
incompleto e ensino superior em andamento. A gestão do complexo hospitalar,
apresentada na seção 3.2, é exercida por um homem de 55 anos, com pós-graduação
e cursos complementares na área.
4.2 Análise dos dados
Na Tabela 2, são apresentadas as colocações mais
relevantes dos entrevistados. Os pontos foram classificados em potencialidades,
desafios e aspectos relacionados à gestão de recursos, conforme seus impactos
sobre o processo e a gestão do hospital.
Tabela 2
Análise do conteúdo das entrevistas
|
Otimização de recursos |
9 |
Enfim, a roupa esta seca, daí a gente
vai fazendo uma pilha de fronhas, porque
a gente não pode passar
uma fronha, um lençol, uma fronha, um lençol, uma camisola.
Então, a gente
separa todas fronhas, todas as camisolas,
todos os lençóis, todas as travessas; daí quando tu vais passar,
tipo se for passar fronha,
tu podes colocar 4 de cada lado, se for lençol no máximo 2. Tudo separado
por medida por tipo de peça pra passar. (Participante 25) |
Gestão de recursos |
|
|
Comunicação no hospital |
6 |
No setor
da rouparia, consegue se comunicar. Mas
no hospital, as vezes
falha. Quando eu trabalhava na entrega, as vezes passava alguma coisa, precisa de mais campo, mais avental. E em alguns
postos era pedido diretamente pra
nós e não
na lavanderia. Mas
a gente é só da entrega e não da produção. Então ficava um pouco
de falha, mas é só uma questão
de ir direto ao ponto, no setor
certo. (Participante 13) |
Impacto negativo |
|
|
Desperdício
de material na costura |
6 |
Por exemplo assim, quando eles pedem campo diferente lá em cima, até chegar o campo da forma e do jeito
que eles querem. Geralmente eles pedem um campo novo pra nós produzir, a gente produz
esse campo, dali um
tempo eles não querem mais
o campo; eles
querem outro tipo de campo. Então,
a gente tem
que desativar, todo aquele
enxoval que foi produzido. (Participante 15) |
Gestão de recursos |
|
|
Avaliação de preço e custo |
6 |
Daí ele deve ter 2, 3, 4 empresas que ele cota e daí ele leva os preços pra direção, daí a direção
vai olhar e ... “Não compra desse, compra desse, esse é mais barato”.
(Participante 25) |
Gestão de recursos |
|
|
Falta de materiais |
5 |
A, falta mais carrinho também. Nós temos poucos ali. (Participante 8) |
Gestão de recursos |
|
|
Processo manual |
3 |
E outra
coisa, na parte
da área suja,
a parte da gente
largar as roupas, estamos ainda
no tempo da pedra
ainda, fazer trouxa no chão e amarrar. (Participante 23) |
Impacto negativo |
|
|
Prejudica a saúde |
3 |
Isso, arrebenta muitos as costas da gente. Tem dia que a gente sai
né... (Participante 23) |
Impacto negativo |
|
|
Preguiça |
2 |
Aí diz que é preguiça delas,
da SANI, ir até a chefe, até uma salinha não sei aonde, buscar tapete. (Participante
1) |
Impacto negativo |
|
|
Estoque de segurança |
2 |
Então, a gente compra bastante daquela cor pra poder atender
qualquer demanda. (Participante 25) |
Gestão de recursos |
|
|
Dificuldade no material de apoio |
1 |
Eu tenho um livro que eu comprei numa feira e o resto tem tudo na internet, porque lavanderia ninguém quer saber.
(Participante 25) |
Impacto negativo |
|
|
Determinante para os procedimentos |
1 |
A lavanderia é um serviço de apoio responsável pela higienização das roupas
hospitalares necessárias para todos os procedimentos realizados no hospital, portanto,
determinante para o funcionamento e gestão do hospital. (Participante
27) |
Impacto positivo |
|
|
Transporte terceirizado |
1 |
Sim, gera custos, considerando que a lavanderia fica aproximadamente 2 km da sede do hospital e conta com contrato de terceirização para o transporte do enxoval
(Participante 26) |
Gestão de recursos |
|
|
Gera custos |
1 |
...conta com contrato de terceirização para o transporte do enxoval no valor de R$ 16.500,00 (dezesseis mil e quinhentos
reais). (Participante 26) |
Impacto negativo |
|
|
Frequência |
||||
|
Impacto positivo |
13,64% |
|||
|
Impacto negativo |
45,45% |
|||
|
Gestão de recursos |
40,91% |
|||
A categoria de maior frequência foi “impacto negativo”
(45,45%). A unidade de registro mais recorrente foi “objetos ou materiais
indesejáveis que vêm junto com a roupa”. Esse achado também é relatado em
estudos anteriores, indicando que o problema não se restringe à instituição
analisada.
Outra
temática recorrente, classificada como gestão de recursos (40,91%; n = 9), foi
a insuficiência de mão de obra nas diferentes etapas do processo. Essa condição
contribui para o aumento das interrupções no fluxo operacional, código
pertencente à categoria de impactos negativos.
Como mostra a Tabela 2, “impacto positivo” foi a
categoria de menor frequência. Apesar disso, a padronização apresentou 23
registros e constitui um aspecto relevante para a gestão, pois contribui para o
controle de custos, a constância da qualidade, a redução da variabilidade e a
eliminação de retrabalhos e desperdícios. Dessa forma, favorece a
previsibilidade e a estabilidade dos resultados (Gonçalves et al., 2013).
Os
resultados evidenciam que os principais desafios do processo logístico
concentram-se nos impactos negativos do processamento de roupas e na gestão de
recursos, destacando-se o manejo inadequado do enxoval, a insuficiência de mão
de obra e as interrupções no fluxo operacional. Esses achados são aprofundados
na seção seguinte, que apresenta o processo logístico da lavanderia com base nas
evidências obtidas nas entrevistas e nas observações realizadas em campo.
4.3 Processo logístico da lavanderia
hospitalar
A
lavanderia atende às necessidades de rouparia de todo o complexo hospitalar.
Para suprir a demanda dos setores, foi elaborado, com a participação de um
engenheiro de produção, um cronograma de coletas e entregas organizado por
horários e priorizado conforme o volume de demanda de cada unidade.
Nesta
seção, descreve-se a sequência dos processos, desde a distribuição do enxoval
até o seu processamento, conforme a Figura 1 e as evidências obtidas nas
visitas e entrevistas. A análise concentra-se no hospital, unidade do complexo
que apresenta maior demanda pelos serviços da lavanderia.
Figura 1:
Sequência de processos
Nota: Recuperado de Ministério da Saúde, 1986.
4.3.1 Entrega e coleta
O processo inicia-se quando o caminhão sai da
lavanderia às 7h, com as gaiolas carregadas com os pedidos dos setores e as
quantidades necessárias ao seu abastecimento, com o apoio da ferramenta Kanban,
que contribui para a qualidade do gerenciamento do estoque (de Oliveira et al.,
2022). É importante destacar que uma boa gestão de estoque, além de ser uma
vantagem competitiva, permite que a organização evite contratempos, como
atrasos ou o não atendimento das solicitações (Giacomin & Junior, 2022).
As entrevistas e as visitas indicaram que as entregas
internas podem sofrer atrasos quando dependem dos elevadores centrais,
compartilhados por funcionários, pacientes, acompanhantes e demais usuários do
hospital.
Esse impacto negativo, apresentado na Tabela 2, também
afeta o recolhimento das roupas, especialmente quando elas não estão no local
adequado, o expurgo, ou não estão corretamente separadas nos hampers, que
deveriam ser destinados separadamente às roupas pesadas e às roupas secas.
A separação inadequada prejudica as etapas
posteriores, sobretudo o processamento na área suja, pois o grau de sujidade
interfere no processo de lavagem (Picchiai & Farias, 2013). Conforme
relatado por uma funcionária, o processamento de roupas pesadas difere daquele
aplicado às roupas secas e demanda mais recursos.
Além disso, algumas roupas acabam transbordando do
hamper. Isso exige mais tempo e esforço físico dos colaboradores para o
fechamento e o transporte dos recipientes, pois algumas trouxas chegam a pesar
até 40 kg, como afirma um dos entrevistados.
Os hampers recolhidos nos expurgos são
colocados em contêineres e, posteriormente, agrupados em uma sala específica
para o carregamento e o descarregamento das roupas. Nesse local, as roupas são
pesadas, e o peso é registrado em uma planilha para controle da quantidade
coletada. O deslocamento entre o hospital e a lavanderia ocorre por meio de
transporte terceirizado, realizado por vans ou caminhões, conforme o volume da
demanda.
4.3.2 Áreas suja e limpa
Ao chegar ao centro logístico, o caminhão descarrega
os hampers na área suja para a separação das roupas, de acordo com as
orientações da ANVISA (2009), apresentadas na seção 2.3. É nessa etapa que
começam a surgir os gargalos do fluxo.
Um dos primeiros desafios identificados refere-se ao
peso e à quantidade de roupas transportadas nos hampers provenientes do
hospital. Alguns contêm roupas excessivamente comprimidas, o que torna as
trouxas mais pesadas e difíceis de manusear, enquanto outros transportam
quantidades reduzidas. Entretanto, um dos gargalos mais mencionados nas
entrevistas foi a presença de materiais indesejáveis junto às roupas, desde
bacias até partes do corpo humano. Os materiais perfurocortantes, como agulhas
e tesouras, representam a situação mais preocupante.
De acordo com os relatos, trata-se de uma situação
recorrente, que expõe os funcionários a riscos físicos e biológicos. Foram
mencionados acidentes de trabalho nos quais funcionários se feriram com
materiais perfurocortantes e precisaram afastar-se para realizar exames e
receber a medicação indicada. O risco de contaminação por patógenos
transmitidos pelo sangue torna-se mais grave quando não é possível identificar
o paciente-fonte (Fontoura et al., 2016).
Outra questão levantada pelos entrevistados e
evidenciada na Tabela 2 foi o processo de agrupamento em trouxas para colocação
da roupa na máquina.
Essa atividade ainda é predominantemente manual, pois
o funcionário precisa descarregar as roupas no chão, agrupá-las conforme
características semelhantes, amarrá-las e levá-las até a balança. Em alguns
casos, somente no momento da pesagem se percebe que uma trouxa recebeu roupas
em excesso, tornando necessário o auxílio de outro funcionário. O procedimento
torna-se, assim, mais lento, pouco ergonômico e prejudicial à saúde,
especialmente porque algumas trouxas pesam mais de 40 kg.
Concluída essa etapa, inicia-se o processamento na
área limpa, começando pela secagem. Em seguida, realiza-se uma triagem para
definir quais itens retornarão ao hamper de retorno para novo processamento e
quais poderão seguir para a calandragem ou diretamente para a dobra. Nessa
triagem, as peças também são agrupadas por similaridade — lençóis em uma pilha,
fronhas em outra e assim por diante —, o que favorece a gestão dos recursos,
especialmente do tempo.
Após a calandragem, as roupas seguem para o setor de
dobra e, posteriormente, são colocadas nas gaiolas para atender aos pedidos,
conforme descrito na seção 4.3.1, ou armazenadas nas prateleiras. Existe também
um estoque de segurança destinado principalmente ao bloco cirúrgico, setor com
maior demanda na unidade.
Nessa etapa do processamento, os funcionários relatam
que ainda encontram materiais indesejados, perfurantes e não perfurantes, entre
as roupas, apesar da triagem realizada na área suja. Algumas peças também
apresentam nós que, quando não podem ser desfeitos, precisam ser encaminhados
ao setor de costura para corte. Nos casos irreparáveis, as peças são
descartadas, gerando custos evitáveis e interrupções no fluxo operacional.
Além desses aspectos, as entrevistas evidenciam um
desequilíbrio entre a demanda e a disponibilidade de mão de obra, como afirma a
participante 2: “A gente tenta fazer, na medida do possível, né, porque na
verdade a gente tem pouca gente pra fazer tudo isso”.
Por fim, destaca-se que o principal objetivo da
lavanderia hospitalar é a desinfecção. Diante disso, é necessário seguir todos
os protocolos de lavagem, secagem, calandragem, dobra, distribuição e possível
estocagem, conforme as exigências de controle de infecções estabelecidas pela
ANVISA e pelo Ministério da Saúde (Barros, 2019). Para que a desinfecção seja
efetiva, cada etapa do processamento deve ser realizada com tempo, produto e
temperatura adequados, como evidencia o participante 25.
A lavandeira hospitalar é diferente de qualquer outra lavanderia. Porque
tu não precisa de um processo super pesado, pra lavar uma roupa doméstica. Pra
você lavar uma roupa, tipo um edredom particular, tu vai usar um produto tirar
as manchas, sujeiras , colocar um cheirinho e deu. Aqui, não, porque aqui nós
temos que ter a desinfecção, por isso que a gente tem que secar em tal
temperatura, calandra em tal temperatura, tanto tempo de lavagem. Porque o
processo entra em tempo, temperatura, produto e ação mecânica. Então uma ação
mecânica pra lavar uma toalha na tua casa, não precisa ser tão forte quanto a
daqui. (Participante 25).
4.4 Diretrizes para os gargalos identificados no processo
Com base nos resultados apresentados, a Tabela 3 reúne
propostas de melhoria para os gargalos mais recorrentes mencionados nas
entrevistas, com o objetivo de reduzir as interrupções e ampliar a
produtividade do processo.
Tabela 3
Diretrizes para melhorias no processo
|
Gargalo |
Diretriz |
|
Mão de obra |
Avaliação do investimento em novas máquinas para
reduzir a sobrecarga da equipe. |
|
Demanda |
Ampliação
das rotas e dos horários de funcionamento da lavanderia, além da contratação
de funcionários ou da aquisição de novas máquinas. |
|
Separação das roupas |
Implementação
de um sistema que permita identificar o setor responsável pelo envio
inadequado das roupas, acompanhado de orientação sobre o cumprimento dos
protocolos e de medidas institucionais progressivas em caso de recorrência.
Avaliação da aquisição de um detector de metais para auxiliar na
identificação de objetos como agulhas e tesouras. |
|
Saúde do trabalhador |
Para os trabalhadores da área suja, que evidenciaram
esse gargalo com maior frequência, recomenda-se substituir o procedimento de
amarrar as trouxas no chão pelo uso de carrinhos com rodas ou cavaletes.
Também se propõe adequar a balança, atualmente instalada junto ao piso, e
construir uma pequena rampa que permita pesar as roupas dentro dos carrinhos. |
Também se recomenda avaliar a possível implementação do Lean Thinking,
com o objetivo de tornar o processo mais eficiente, a partir de princípios associados
às práticas enxutas, como eliminação de desperdícios, integração de fornecedores, alinhamento da produção com a demanda e
envolvimento da força de trabalho (Silva et al., 2016). Também se propõe avaliar a utilização de água
quente no processo de lavagem.
5 CONCLUSÃO
A presente pesquisa teve como objetivo analisar os desafios do processo
logístico de uma lavanderia hospitalar localizada em um hospital do Norte do
estado do Rio Grande do Sul. Com base nas entrevistas, nos grupos focais e nas
observações realizadas, foi possível atingir o objetivo proposto, identificando
os principais desafios que interferem no fluxo operacional da lavanderia e na
gestão do processamento de roupas hospitalares.
Entre os principais desafios identificados destacam-se a presença de
materiais indesejáveis e perfurocortantes junto às roupas encaminhadas à
lavanderia, a insuficiência de mão de obra, as interrupções no fluxo
operacional, as dificuldades na comunicação entre setores e as limitações
relacionadas aos recursos disponíveis. Em contrapartida, verificou-se que a
padronização dos processos e a organização das atividades contribuem para maior
eficiência operacional, redução de desperdícios e melhor utilização dos
recursos.
Como contribuição prática, o estudo apresentou diretrizes voltadas à
minimização dos gargalos identificados, contemplando melhorias relacionadas à
organização do trabalho, aos processos de coleta e separação das roupas, às
condições ergonômicas dos colaboradores e ao planejamento dos recursos. Essas
proposições podem subsidiar a tomada de decisão dos gestores e contribuir para
o aprimoramento da logística em lavanderias hospitalares.
Do ponto de vista científico, a pesquisa amplia a discussão sobre a
logística em serviços de apoio hospitalar, tema ainda pouco explorado na
literatura quando comparado a outros processos logísticos do ambiente
hospitalar. Ao analisar os desafios de uma lavanderia hospitalar por meio de um
estudo de caso, o trabalho contribui para a compreensão das particularidades
desse serviço e fornece subsídios para futuras investigações.
Como limitação, destaca-se a realização do estudo em
uma única instituição hospitalar, o que restringe a generalização dos
resultados. Assim, recomenda-se que pesquisas futuras sejam desenvolvidas em
hospitais de diferentes portes e regiões, bem como que investiguem os efeitos
da implementação das diretrizes propostas sobre o desempenho logístico e
operacional das lavanderias hospitalares.
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