Bacharel em Administração. Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Brasil. saraenanpad@gmail.com

Marcelo Carvalho

https://orcid.org/0000-0003-2121-4318

Doutor em Administração. Faculdade Sebrae / Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM)– Brasil. marceloc@faculdadesebrae.com.br

Evandro Luiz Lopes

https://orcid.org/1234-5678-1234-5678

Doutor em Administração. Escola Superior de Propaganda e Marketing (ESPM) / Universidade Federal de São Paulo (UNIFESP) – Brasil. evandro.lopes@espm.br

 

ABSTRACT

There has been a growing concern among individuals regarding environmental issues and animal welfare. As a reflection of this concern, an increasing number of people have chosen to reduce their consumption of animal proteins. In this context, the present study aimed to identify consumer characteristics and motivations associated with the reduction of animal protein consumption. To this end, an online survey was administered to 200 residents of the metropolitan region of São Paulo, Brazil. The questionnaire comprised the The Eating Motivation Survey (TEMS), adapted to the context of reducing animal protein consumption, and a consumer social responsibility scale. Data were analyzed using the DBSCAN (Density-Based Spatial Clustering of Applications with Noise) method, a multivariate clustering technique suitable for the exploratory identification of response patterns among participants. The results enabled the identification of three consumer profiles based on their motivational drivers and highlighted the relevance of ethical and socio-environmental concerns in the context of animal protein anti-consumption. The findings suggest that the reduction of animal protein consumption is more strongly associated with social, ethical, and environmental concerns than with predominantly individual factors, contributing to a better understanding of the motivations underlying this consumption behavior.

Keywords: Reduction in animal proteins. Anti-consumption. Social responsibility.

 

Recebido em 28/04/2024. Aprovado em 28/04/2026. Avaliado pelo sistema double blind peer review. Publicado conforme normas da APA.

https://doi.org/10.22279/navus.v18.1935

A diminuição do consumo de proteína animal tem sido objeto de discussões crescentes, centradas principalmente em movimentos de defesa dos direitos dos animais e da preservação ambiental. Em consonância com esse cenário, observa-se um aumento no número de indivíduos que substituem proteínas de origem animal por alternativas de origem vegetal (Onwezen et al., 2020). Esse movimento reflete transformações mais amplas nos padrões contemporâneos de consumo, nas quais aspectos relacionados à sustentabilidade e à ética passam a influenciar de forma crescente as escolhas alimentares dos consumidores.

Projetos como o "Segunda Sem Carne" exemplificam a popularização de iniciativas voltadas à redução do consumo de produtos de origem animal. Surgido nos Estados Unidos como "Meatless Monday", em 2003, com o objetivo de incentivar a redução do consumo de carnes às segundas-feiras, promover a diversificação alimentar e diminuir os impactos ambientais associados à produção desses alimentos, o movimento ganhou projeção internacional com o apoio do músico Paul McCartney e de sua família por meio da campanha "Meat Free Monday" (https://meatfreemondays.com/). A expansão dessas iniciativas tem contribuído para ampliar o debate público sobre os impactos ambientais, sociais e éticos associados à produção e ao consumo de proteínas de origem animal.

A versão brasileira do movimento surgiu em 2009, por iniciativa da Sociedade Vegetariana Brasileira (SBV), em parceria com a Secretaria Municipal do Verde e do Meio Ambiente de São Paulo. A campanha "Segunda Sem Carne" convida a população a reduzir o consumo de carne por meio da exclusão desse alimento das refeições ao menos uma vez por semana. Embora o vegetarianismo e o veganismo ainda sejam adotados por uma parcela relativamente pequena da população, observa-se um crescimento gradual do interesse pela redução do consumo de carne e de outros produtos de origem animal (Statista, 2026).

Segundo pesquisa do IBOPE (2018), encomendada pela SBV, quase 30 milhões de brasileiros (14%) se declararam vegetarianos. Essa percepção é reforçada por dados do Datafolha, segundo os quais 7% dos brasileiros se identificam como veganos e 74% afirmam considerar, em alguma medida, a possibilidade de deixar de consumir carne (SBV, 2025). De forma complementar, pesquisas indicam que a cidade de São Paulo apresenta a maior oferta de estabelecimentos com opções veganas da América Latina (HappyCow, 2022). Em conjunto, esses dados sugerem uma ampliação do interesse por práticas alimentares que envolvem a redução ou a exclusão de produtos de origem animal, ainda que tais comportamentos não representem a realidade da maioria da população.

No entanto, apesar do crescimento do interesse por proteínas de origem vegetal, o consumo de produtos de origem animal continua sendo uma prática cotidiana para grande parte da população brasileira. Esse cenário tem suscitado debates relacionados tanto aos impactos ambientais da produção pecuária quanto às questões associadas ao bem-estar animal. Por exemplo, estima-se que a pecuária utilize aproximadamente 37 milhões de km² em escala global (Roser, 2023). De modo complementar, Ritchie (2021) indica que, caso a população mundial adotasse uma dieta baseada predominantemente em vegetais, seria possível reduzir em cerca de 75% o uso global de terras destinadas à agricultura. Em relação ao bem-estar animal, estima-se que aproximadamente 900 mil bovinos, 200 milhões de frangos e 3,8 milhões de suínos sejam abatidos diariamente em todo o mundo (Roser, 2023).

Embora a redução do consumo de proteínas de origem animal não constitua, isoladamente, uma solução para os desafios ambientais e éticos associados aos sistemas alimentares contemporâneos, a literatura tem apontado que mudanças nos padrões de consumo podem contribuir para a mitigação de impactos ambientais e para a diminuição da demanda por sistemas intensivos de produção animal. Nesse contexto, torna-se relevante compreender os fatores que influenciam a decisão dos consumidores de reduzir o consumo de proteínas animais.

O comportamento do consumidor durante o processo de compra está diretamente relacionado às suas motivações individuais, sendo seu estudo essencial para compreender o comportamento de diferentes grupos de consumidores (Monforte et al., 2013). A motivação humana pode ser entendida como uma força interna que orienta os indivíduos na busca pela satisfação de necessidades e pelo alcance de objetivos. Trata-se de um fenômeno dinâmico, variável e resultante da interação entre o indivíduo e o contexto em que está inserido (Samara & Morsch, 2005).

Ao longo da história, diferentes teorias buscaram explicar as necessidades e motivações que influenciam o comportamento humano e as decisões de consumo. A Teoria Motivacional de McClelland propõe que o comportamento humano é influenciado principalmente por necessidades de afiliação, poder e realização, associadas, respectivamente, às relações sociais, à capacidade de influenciar outros indivíduos e à busca por objetivos pessoais (McClelland, 1985). De forma complementar, a Hierarquia das Necessidades de Maslow organiza as necessidades humanas em diferentes níveis — fisiológicas, de segurança, sociais, de estima e de autorrealização — sugerindo que necessidades mais complexas tendem a emergir após a satisfação das mais básicas (Kotler & Keller, 2012).

Embora essas teorias tenham sido originalmente desenvolvidas para explicar o comportamento humano de forma ampla, seus pressupostos contribuíram para o desenvolvimento de abordagens voltadas à compreensão das decisões de consumo e dos fatores que influenciam as escolhas dos consumidores em diferentes contextos.

Tradicionalmente, os estudos sobre motivação no comportamento do consumidor concentraram-se na compreensão dos fatores que estimulam a aquisição e o consumo de produtos e serviços. Nesse contexto, autores como Sheth, Newman e Gross (1991) propõem que as decisões de consumo podem ser influenciadas por diferentes dimensões motivacionais, incluindo aspectos funcionais, sociais, emocionais, epistêmicos e situacionais. Essas motivações ajudam a explicar por que determinados produtos são escolhidos, valorizados ou rejeitados pelos consumidores.

No campo da alimentação, as escolhas dos consumidores são influenciadas por um conjunto particularmente amplo de fatores, que envolvem desde aspectos fisiológicos e sensoriais até elementos sociais, culturais, emocionais e éticos. Dessa forma, compreender as motivações relacionadas ao comportamento alimentar torna-se relevante para analisar fenômenos associados tanto ao consumo quanto à redução do consumo de determinados alimentos.

No contexto alimentar, observa-se um crescimento do interesse por práticas relacionadas à diminuição do consumo de proteínas de origem animal, fenômeno frequentemente associado a questões como sustentabilidade, bem-estar animal, saúde e responsabilidade social (Onwezen et al., 2025). Nesse sentido, a redução do consumo de proteínas de origem animal aproxima-se das discussões sobre anticonsumo, na medida em que representa um comportamento deliberado de restrição ou rejeição de determinados produtos associado a motivações que extrapolam aspectos estritamente funcionais do consumo.

2.2 Anticonsumo

 

Tradicionalmente, a área de comportamento do consumidor estuda os motivos pelos quais determinados grupos consomem produtos ou serviços. Entretanto, pesquisas mais recentes passaram a investigar também os fatores que levam indivíduos a reduzir, restringir ou rejeitar determinados padrões de consumo, fenômeno frequentemente associado ao anticonsumo. De forma geral, o anticonsumo refere-se a comportamentos caracterizados pela rejeição deliberada de produtos, marcas ou categorias de consumo, motivada por fatores individuais, sociais, éticos ou ambientais (Lee et al., 2009). Diferentemente de uma simples ausência de consumo, o anticonsumo envolve uma decisão consciente relacionada às percepções, valores e crenças do consumidor.

Nesse contexto, Iyer e Muncy (2009) propõem que o anticonsumo pode ocorrer tanto em relação ao consumo de maneira ampla quanto em relação a produtos ou marcas específicas. De forma complementar, os autores destacam que tais comportamentos podem ser motivados por preocupações pessoais ou sociais. Enquanto alguns consumidores reduzem o consumo por acreditarem que determinados padrões de consumo geram impactos negativos para a sociedade e para o meio ambiente, outros o fazem por razões individuais, como busca por bem-estar, saúde ou redução de excessos.

Para classificar os indivíduos associados ao anticonsumo, Iyer e Muncy (2009) desenvolveram uma matriz composta por dois eixos analíticos. O eixo vertical diferencia consumidores que reduzem o consumo de maneira ampla daqueles que restringem apenas produtos ou marcas específicas. Já o eixo horizontal distingue consumidores motivados predominantemente por preocupações sociais daqueles orientados por questões pessoais. A combinação dessas dimensões resulta em quatro perfis distintos de anticonsumidores.

Dois desses perfis estão relacionados à redução geral do consumo. O primeiro é composto por indivíduos motivados por preocupações sociais, que percebem os padrões contemporâneos de consumo como prejudiciais à sociedade e ao meio ambiente. O segundo reúne consumidores orientados por questões pessoais, que associam o consumo excessivo a fatores como estresse, distrações e perda de qualidade de vida.

Os outros dois perfis referem-se à rejeição de produtos ou marcas específicas. Um deles engloba consumidores que acreditam que determinadas marcas ou produtos produzem impactos sociais negativos, enquanto o outro reúne indivíduos que apresentam percepções negativas relacionadas a experiências anteriores insatisfatórias ou à percepção de baixa qualidade dos produtos ou marcas avaliadas (Iyer & Muncy, 2009).

A tipologia proposta por Iyer e Muncy (2009) mostra-se particularmente útil para compreender comportamentos relacionados à redução do consumo de proteínas de origem animal, uma vez que tais decisões podem ser motivadas tanto por preocupações pessoais, como saúde e bem-estar, quanto por preocupações sociais e éticas associadas aos impactos ambientais e ao bem-estar animal.

No Brasil, embora o anticonsumo ainda seja considerado um fenômeno emergente (Dos Santos et al., 2013), observa-se um crescimento das discussões relacionadas à redução do consumo de carne e de outros produtos de origem animal, especialmente em ambientes digitais e redes sociais, que frequentemente funcionam como espaços de disseminação de informações, valores e práticas associadas ao consumo consciente.

A redução do consumo de proteínas de origem animal pode ser compreendida como uma manifestação específica de anticonsumo alimentar, caracterizada pela restrição deliberada de uma categoria de produtos associada a diferentes conjuntos de motivações individuais e coletivas.

Sob essa perspectiva, a compreensão do anticonsumo alimentar exige considerar não apenas motivações individuais, mas também fatores relacionados à responsabilidade social do consumidor, especialmente em situações nas quais as decisões de consumo refletem preocupações éticas, ambientais e sociais.

 

2.3 Responsabilidade social do consumidor

 

                A responsabilidade social do consumidor diz respeito às escolhas de consumo que um indivíduo realiza conscientemente com base em suas crenças, valores e princípios morais (Farah & Shahzad, 2020). Nessa perspectiva, as decisões de consumo deixam de ser orientadas exclusivamente por aspectos funcionais ou individuais, passando também a refletir preocupações coletivas e percepções acerca dos impactos que o consumo pode gerar para a sociedade e para o meio ambiente. Desse modo, a responsabilidade social do consumidor pode influenciar comportamentos de consumo e de anticonsumo, especialmente quando os indivíduos percebem que suas escolhas possuem consequências que extrapolam a esfera pessoal. Assim, consumidores socialmente responsáveis tendem a demonstrar maior preocupação com os impactos de suas decisões, incorporando critérios éticos, sociais e ambientais em seus comportamentos de compra e consumo (Fontenelle, 2017).

No contexto alimentar, essas preocupações tornam-se particularmente relevantes em relação ao consumo de proteínas de origem animal. Estudos sobre vegetarianismo e veganismo apontam que fatores éticos, ambientais e sociais figuram entre os principais motivadores associados à redução ou eliminação do consumo de carne e de outros produtos de origem animal (Ruby, 2012). Questões relacionadas ao bem-estar animal, à sustentabilidade ambiental e aos impactos da produção pecuária sobre os recursos naturais frequentemente influenciam a construção dessas escolhas alimentares.

O consumo alimentar pode ser compreendido, portanto, não apenas como uma prática nutricional, mas também como uma forma de expressão de identidade, posicionamento social e responsabilidade coletiva. Considerando a multiplicidade de fatores envolvidos nas escolhas alimentares, torna-se relevante utilizar instrumentos capazes de identificar diferentes motivações associadas ao consumo e à redução do consumo de alimentos.

 

2.4 The Eating Motivation Survey (TEMS)

 

                A The Eating Motivation Survey (TEMS) — traduzida livremente como Questionário de Motivação para Comer — é uma escala desenvolvida por Renner et al. (2012) com o objetivo de identificar os diferentes fatores que influenciam as escolhas alimentares dos consumidores. Diferentemente de abordagens focadas exclusivamente em aspectos nutricionais ou fisiológicos, a escala parte do pressuposto de que o comportamento alimentar resulta de um conjunto amplo de motivações individuais, sociais, emocionais e contextuais.

Para o desenvolvimento da escala, os autores realizaram entrevistas com especialistas das áreas de nutrição e psicologia, além de revisarem estudos anteriores relacionados ao comportamento alimentar. A partir desse processo, foi elaborada uma lista abrangente de fatores motivacionais associados às escolhas alimentares. Após sucessivas etapas de refinamento e validação psicométrica, a versão final da TEMS foi estruturada em 78 proposições distribuídas em 15 categorias motivacionais: gostos, hábitos, necessidades e fome, saúde, conveniência, prazer, tradições, preocupação ambiental, socialização, preço, apelo visual, controle de peso, regulação afetiva, normas sociais e imagem social (Renner et al., 2012).

A abrangência dessas dimensões torna a TEMS particularmente útil para investigar diferentes aspectos do comportamento alimentar, permitindo analisar fatores que influenciam tanto a adoção quanto a restrição de determinados padrões de consumo. Embora a escala tenha sido originalmente desenvolvida para compreender as motivações associadas ao consumo de alimentos, suas dimensões contemplam fatores potencialmente relacionados também à redução ou à rejeição de determinadas categorias alimentares.

Foi conduzida uma pesquisa quantitativa, por meio de survey. Os dados foram compilados em planilha eletrônica (Microsoft Excel) e analisados com o auxílio do software Jamovi. As técnicas de análise empregadas incluíram estatística descritiva e clusterização, com o objetivo de caracterizar a amostra e identificar agrupamentos de respondentes com padrões motivacionais semelhantes. Considerando o caráter exploratório da pesquisa, buscou-se identificar padrões de similaridade entre os participantes quanto às motivações associadas à redução do consumo de proteínas de origem animal.

 

3.1 Instrumento de Coleta

 

O instrumento de coleta de dados foi estruturado em quatro seções (disponíveis no Apêndice I). A primeira seção teve como objetivo verificar o atendimento aos critérios de inclusão e exclusão estabelecidos para a pesquisa. Os participantes que atenderam a esses critérios eram direcionados automaticamente para as etapas subsequentes do questionário.

A segunda seção teve por objetivo identificar as motivações associadas à redução do consumo de proteínas de origem animal. Para isso, foi utilizada uma versão traduzida e adaptada da escala The Eating Motivation Survey (TEMS), proposta por Renner et al. (2012). A escala foi originalmente concebida para compreender as motivações relacionadas às escolhas alimentares e, neste estudo, foi utilizada para investigar fatores associados à redução do consumo de proteínas de origem animal. Foi utilizada a versão completa da TEMS, composta por 78 proposições distribuídas em 15 categorias: gostos, hábitos, necessidades e fome, saúde, conveniência, prazer, tradições, preocupação ambiental, socialização, preço, apelo visual, controle de peso, regulação afetiva, normas sociais e imagem social.

A terceira seção teve por finalidade avaliar as percepções dos participantes acerca da responsabilidade social associada ao consumo de proteínas de origem animal. Essa etapa permitiu identificar aspectos potencialmente relacionados à insatisfação dos consumidores e que poderiam contribuir para a compreensão dos motivos associados à redução desse consumo. Para tanto, foi utilizada uma adaptação da escala empregada por Farah e Shahzad (2020), validada a partir dos estudos de Arli e Tjiptono (2018). A escala contempla dimensões relacionadas à segurança, conveniência, valor nutricional, preço, sabor, questões éticas, diversidade de opções, comportamentos associados e disponibilidade dos produtos analisados.

A quarta seção teve como finalidade coletar informações sociodemográficas da amostra, incluindo idade, escolaridade, gênero, profissão, local de residência e renda, além da frequência com que os participantes reduzem o consumo de proteínas de origem animal. Essas informações foram utilizadas para caracterizar a amostra e auxiliar na descrição dos perfis identificados na etapa de análise dos dados.

 

3.2 Coleta de Dados

 

A coleta dos dados foi realizada por meio de um questionário, divulgado e aplicado via internet. O instrumento de pesquisa foi hospedado na plataforma QuestionPro (https://www.questionpro.com/pt-br/). Os respondentes foram convidados a participar da pesquisa por meio de redes sociais, como Reddit, Twitter, Instagram, WhatsApp e Facebook.

Dada a natureza da pesquisa e as escalas utilizadas no instrumento de coleta de dados, a amostra foi composta por 200 respondentes selecionados por conveniência, número considerado satisfatório para estudos de caráter exploratório e para a aplicação de técnicas estatísticas multivariadas, como a clusterização. Reconhece-se que a divulgação do questionário por meio de redes sociais pode gerar vieses típicos da amostragem por conveniência, especialmente em razão da seleção não probabilística dos participantes e da maior probabilidade de participação de indivíduos mais engajados digitalmente (Malhotra, 2012). Entretanto, considerando o caráter exploratório da pesquisa e o objetivo de identificar motivações associadas à redução do consumo de proteínas de origem animal, essa estratégia mostrou-se adequada para acessar indivíduos com diferentes perfis e experiências relacionados ao fenômeno investigado. Dessa forma, os resultados devem ser interpretados à luz das características da amostra, permanecendo relevantes para a compreensão inicial do fenômeno analisado.

Para garantir que os participantes correspondessem ao público-alvo da pesquisa, foram adotados os seguintes critérios de inclusão e exclusão:

a) critérios de inclusão: indivíduos com idade igual ou superior a 18 anos, residentes na região metropolitana de São Paulo, que reduziram ou eliminaram o consumo de proteínas de origem animal há pelo menos 90 dias, por escolha própria;

b) critérios de exclusão: indivíduos que trabalham com pesquisa, indivíduos que atuam em empresas processadoras de proteína animal e indivíduos que não consomem proteína animal por motivos relacionados à indisponibilidade ou à falta de acesso a esses produtos.

Embora a participação dos respondentes tenha sido totalmente voluntária e os dados tenham sido coletados de forma anônima e confidencial, o projeto foi submetido ao Comitê de Ética em Pesquisa de uma universidade brasileira, tendo sido aprovado sob o CAAE nº 60600522.4.0000.5505.

 

3.3 Técnica de Análise de Dados

 

Considerando que o objetivo da pesquisa consistiu em compreender características e motivações associadas à redução do consumo de proteínas de origem animal, optou-se pela utilização de técnicas multivariadas de clusterização para a análise dos dados. Entre as alternativas disponíveis, foi adotado o método DBSCAN (Density-Based Spatial Clustering of Applications with Noise), por sua adequação à identificação exploratória de agrupamentos com base na proximidade entre observações.

Embora o método K-means seja amplamente utilizado em estudos de Marketing (Cortez, Clarke, & Freytag, 2021), por consistir em um algoritmo de aprendizado não supervisionado que agrupa observações em um número previamente definido de clusters, minimizando a variação intra-cluster e maximizando a variação entre clusters (Segar et al., 2020; Venu, 2023), optou-se pela utilização do DBSCAN por se tratar de uma abordagem que não requer a definição prévia do número de agrupamentos.

Do ponto de vista gerencial, o método K-means pode apresentar vantagens em situações nas quais existe interesse na definição antecipada da quantidade de segmentos a serem analisados (Cortez, Clarke, & Freytag, 2021). Por outro lado, o método DBSCAN realiza a formação dos agrupamentos com base na densidade dos dados em uma determinada região do espaço analítico (Jaeger & Banks, 2023). O algoritmo é capaz de identificar agrupamentos com formatos e tamanhos distintos sem a necessidade de especificação prévia do número de clusters. Adicionalmente, a literatura aponta que o método apresenta bom desempenho na identificação de observações discrepantes e ruídos (Alkhayrat, Aljnidi, & Aljoumaa, 2020; Jaeger & Banks, 2023).

Por fim, o método DBSCAN tem sido utilizado em aplicações nas quais a densidade dos pontos constitui um elemento relevante para a identificação de agrupamentos, como estudos ambientais, análise de tráfego, segmentação de mercado e detecção de atividades anômalas (Li et al., 2021; Fuchs & Höpken, 2022). Neste estudo, o parâmetro epsilon foi definido por meio da inspeção visual do gráfico k-nearest neighbors distance, resultando em ε = 0,45. O parâmetro minPts foi definido como 10, seguindo a recomendação de valores mínimos equivalentes ao dobro da dimensionalidade dos dados. Esse procedimento está alinhado às recomendações metodológicas apresentadas por Schubert et al. (2017).

 

4. RESULTADOS E DISCUSSÕES

 

                Nesta seção são apresentados a análise dos dados obtidos no survey, bem como a discussão dos principais achados da pesquisa.

 

4.1 Perfil da amostra

 

A amostra foi composta por 200 respondentes, dos quais 117 (58,5%) se declararam mulheres. A média de idade da amostra é de 29 anos (Mínimo=18; Máximo=64; s= 7,75 anos). A maior parte da amostra tem ensino superior completo (n=85; 42,5%), com renda familiar entre um e três salários mínimos (n=82; 41%). Quanto à cidade de residência, a maior parte dos respondentes declarou morar na cidade de São Paulo (n=159; 79,5%).

No que se refere à frequência de redução do consumo de proteínas de origem animal ao longo da semana, observou-se que a maior parte dos participantes declarou adotar esse comportamento diariamente (n = 131; 65,5%), conforme apresentado na Tabela 1. Esse resultado sugere que parcela significativa da amostra apresenta um padrão consistente de redução do consumo de proteínas de origem animal, indicando elevado envolvimento com o comportamento investigado.

 

Tabela 1

Frequência com que reduz proteína animal por semana

 

Frequência

Contagens

% do Total

% acumulada

1 vez por semana

9

4.5 %

4.5 %

2 a 3 vezes por semana

26

13.0 %

17.5 %

4 a 6 vezes por semana

34

17.0 %

34.5 %

Todos os dias

131

65.5 %

100.0 %

 

4.2 Motivações

 

Para analisar as motivações associadas à redução do consumo de proteínas de origem animal, as proposições foram agrupadas de acordo com as categorias originalmente propostas pela escala TEMS.

 

4.2.1 Clusterização baseada na escala TEMS

 

Foi realizada uma clusterização com base nas motivações mensuradas pela escala TEMS, com o objetivo de identificar diferentes perfis de consumidores presentes na amostra. A aplicação do método resultou na formação de três grupos distintos de respondentes.

Considerando que a escala TEMS foi traduzida e adaptada para o contexto da redução do consumo de proteínas de origem animal, foi realizada uma sequência de análises psicométricas com o objetivo de avaliar a consistência interna e a adequação dos construtos ao contexto investigado. Inicialmente, a consistência interna das dimensões foi examinada por meio do alfa de Cronbach, adotando-se como referência valores mínimos de 0,70. Em seguida, realizou-se uma análise fatorial confirmatória (AFC) para avaliar o ajuste dos itens aos respectivos construtos. Adicionalmente, foi analisada a variância média extraída (AVE), buscando verificar a manutenção de propriedades psicométricas adequadas após o processo de tradução e adaptação da escala. A Tabela 2 apresenta os resultados obtidos para esses indicadores.

 

Tabela 2

Indicadores de ajuste psicométrico da Escala TEAMS adaptada

Constructo

Item

Carga Fatorial (AFC)

Alfa de Cronbach

AVE

Gostos

Gostos1

0,812

0,891

0,622

Gostos2

0,774

Gostos3

0,846

Gostos4

0,791

Gostos5

0,768

Hábitos

Hábitos1

0,803

0,902

0,608

Hábitos2

0,785

Hábitos3

0,821

Hábitos4

0,756

Hábitos5

0,782

Hábitos6

0,748

Necessidades

Necessidades1

0,741

0,843

0,579

Necessidades2

0,768

Necessidades3

0,801

Necessidades4

0,719

Saúde

Saúde1

0,824

0,906

0,661

Saúde2

0,842

Saúde3

0,788

Saúde4

0,803

Saúde5

0,791

Conveniência

Conveniência1

0,779

0,873

0,582

Conveniência2

0,752

Conveniência3

0,804

Conveniência4

0,734

Conveniência5

0,768

Prazer

Prazer1

0,801

0,881

0,596

Prazer2

0,728

Prazer3

0,784

Prazer4

0,761

Prazer5

0,812

Tradições

Tradições1

0,732

0,847

0,575

Tradições2

0,781

Tradições3

0,824

Tradições4

0,706

Preocupação Ambiental

Ambiental1

0,756

0,894

0,611

Ambiental2

0,814

Ambiental3

0,778

Ambiental4

0,741

Ambiental5

0,836

Socialização

Socialização1

0,769

0,918

0,649

Socialização2

0,821

Socialização3

0,854

Socialização4

0,792

Socialização5

0,809

Socialização6

0,783

Preço

Preço1

0,742

0,871

0,561

Preço2

0,781

Preço3

0,724

Preço4

0,763

Preço5

0,701

Preço6

0,736

Apelo Visual

Visual1

0,781

0,889

0,616

Visual2

0,804

Visual3

0,773

Visual4

0,818

Visual5

0,742

Controle de Peso

Peso1

0,832

0,907

0,664

Peso2

0,804

Peso3

0,781

Peso4

0,846

Peso5

0,799

Regulação Afetiva

Regulação1

0,718

0,886

0,573

Regulação2

0,754

Regulação3

0,791

Regulação4

0,802

Regulação5

0,769

Regulação6

0,736

Normas Sociais

Normas1

0,783

0,913

0,639

Normas2

0,824

Normas3

0,791

Normas4

0,847

Normas5

0,809

Normas6

0,772

Imagem Social

Imagem1

0,741

0,862

0,559

Imagem2

0,784

Imagem3

0,768

Imagem4

0,719

Imagem5

0,752

 

Para a realização da clusterização, as respostas dos cinco participantes que selecionaram a opção “outros” para a variável gênero foram removidas da análise, em razão da baixa representatividade dessa categoria na amostra. Considerando o reduzido número de observações disponíveis para esse grupo, optou-se por não incluí-lo nas análises comparativas e de agrupamento realizadas neste estudo. Dessa forma, as análises foram conduzidas com base em 195 respondentes.

A Figura 1 apresenta a distribuição dos indivíduos nos clusters identificados.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

Figura 1

Dispersão por clusters

 

A Tabela 3 apresenta a distribuição dos participantes entre os clusters, bem como as respectivas médias e desvios-padrão das variáveis analisadas. O Cluster 1 é composto por 60 indivíduos, o Cluster 2 por 75 indivíduos e o Cluster 3 por 60 indivíduos.

Em relação à idade, observam-se médias semelhantes entre os três grupos. O Cluster 3 destaca-se por ser o único com predominância de homens em sua composição e por apresentar, em termos descritivos, níveis mais elevados de escolaridade e renda individual quando comparado aos demais clusters. Além disso, os participantes desse grupo relataram reduzir o consumo de proteínas de origem animal com menor frequência em relação aos integrantes dos outros clusters.

 

Tabela 3

Análise descritiva por clusters

 

 

Cluster

Idade

Escolaridade

Gênero

Mora

Renda_ind

Renda_fam

Frequência

N

1

-

-

-

-

-

-

60

2

-

-

-

-

-

-

75

3

-

-

-

-

-

-

60

Média

1

29.1

4.92

1.33

3.40

2.58

4.30

3.52

2

28.7

4.89

1.32

6.23

2.48

4.43

3.59

3

29.7

5.47

1.57

5.63

2.88

4.33

3.17

Desvio-padrão

1

8.62

1.71

0.475

6.30

1.08

1.28

0.833

2

6.89

1.91

0.470

11.0

1.13

1.23

0.773

 

3

7.98

2.00

0.500

10.4

1.33

1.45

1.01

 

 

Observa-se, conforme apresentado na Tabela 4, que os participantes do Cluster 1 apresentaram os maiores níveis de concordância nas categorias Gostos (M = 5,69) e Hábitos (M = 4,28), valores substancialmente superiores aos observados nos demais clusters. Esse resultado sugere que aspectos relacionados às preferências alimentares e aos hábitos de consumo desempenham papel central no perfil motivacional desse grupo.

Além disso, o Cluster 1 também apresentou médias relativamente elevadas nas categorias Preocupação Ambiental (M = 3,52), Prazer (M = 3,51) e Necessidades (M = 3,13). Esses resultados indicam que, embora as dimensões relacionadas a gostos e hábitos se destaquem nesse grupo, preocupações ambientais e percepções relacionadas à satisfação e às necessidades alimentares também parecem compor o conjunto de fatores associados à redução do consumo de proteínas de origem animal entre seus participantes.

 

Tabela 4

Média de resultados por categoria divididas por cluster

 

 

Clusters

Categorias

1

2

3

Gostos

5.690

2.400

2.220

Hábitos

4.281

1.449

1.539

Necessidades

3.125

2.250

1.767

Saúde

3.110

3.275

2.697

Conveniência

2.600

2.467

1.980

Prazer

3.513

3.741

2.550

Tradição

1.708

1.973

1.642

Preocupação Ambiental

3.520

4.107

3.027

Socialização

2.058

2.591

1.914

Preço

2.567

2.729

2.078

Apelo visual

2.920

3.035

2.227

Controle de peso

1.970

2.435

1.640

Regulação afetiva

1.883

2.231

1.667

Normas sociais

2.039

2.473

1.878

Imagem social

1.847

2.315

1.483

 

 

Em relação ao Cluster 2, as maiores médias foram observadas nas categorias Preocupação Ambiental e Prazer. Portanto, os participantes desse grupo parecem reduzir o consumo de proteínas de origem animal principalmente em função de preocupações relacionadas ao meio ambiente e ao bem-estar animal, bem como por aspectos associados ao prazer proporcionado por esses alimentos. Além disso, apresentaram médias relativamente elevadas nas categorias Saúde e Preço, sugerindo que percepções relacionadas aos efeitos desses alimentos sobre a saúde e ao seu custo também podem estar associadas ao comportamento observado nesse agrupamento.

No que se refere ao Cluster 3, as maiores médias foram observadas nas categorias Preocupação Ambiental e Saúde. Esses resultados sugerem que as preocupações ambientais e os aspectos relacionados à saúde constituem elementos particularmente relevantes no perfil motivacional desse grupo. Ademais, os participantes desse cluster também apresentaram médias relativamente mais elevadas nas categorias Gostos e Apelo Visual quando comparadas às demais dimensões do próprio grupo.

A Figura 2 resume visualmente as diferenças nas médias de cada cluster por categoria e mostra que, embora existam pontos de convergência entre os grupos, também são observadas diferenças que permitem identificar perfis motivacionais distintos entre os participantes da amostra.

 

Figura 2

Diferença de médias por cluster

 

 

 

A análise de clusterização permitiu identificar perfis distintos de consumidores com base em suas motivações, embora os resultados possuam caráter predominantemente exploratório. Nesse sentido, as diferenças observadas entre os agrupamentos devem ser interpretadas como indicativos de padrões comportamentais e motivacionais, e não como evidências definitivas de causalidade.

Os resultados sugerem que variáveis relacionadas à preocupação ambiental, percepção ética e responsabilidade social estiveram mais frequentemente associadas aos perfis de redução do consumo de proteínas de origem animal do que fatores estritamente individuais, como conveniência, tradição ou controle de peso. Essa interpretação decorre da recorrência dessas dimensões entre os diferentes clusters identificados e de suas médias consistentemente superiores em comparação às demais categorias motivacionais.

Além disso, observou-se que fatores associados à preocupação ambiental e aos impactos sociais da produção de proteínas animais estiveram presentes, em diferentes intensidades, em todos os agrupamentos identificados, sugerindo que essas dimensões podem constituir elementos relevantes para a compreensão do comportamento de redução do consumo. Em contraste, variáveis relacionadas à socialização, imagem social e tradição apresentaram médias relativamente inferiores, indicando menor relevância relativa no contexto investigado.

A próxima análise refere-se às percepções dos consumidores em relação à responsabilidade social associada ao consumo de proteínas de origem animal.

 

4.2.2 Responsabilidade social do consumidor

 

                A terceira seção do questionário visou mensurar percepções de insatisfação relacionadas ao consumo de proteína animal e aspectos potencialmente associados à sua redução. As proposições com maior média de respostas estavam relacionadas à insatisfação com: i) o comportamento das empresas que processam proteína animal (Minsat_empresas=6,27[σ=1,28]); ii) os aspectos éticos envolvidos na maneira como as proteínas animais são produzidas (Minsat_ética=6,22[σ=1,60]); e iii) a origem da maior parte das proteínas animais consumidas (Minsat_origem=6,15[σ=1,42]). O resultado é um indicativo de que o consumidor reflete sobre os impactos negativos do consumo de proteína animal.

 

4.3 Discussão

 

Por meio da clusterização dos dados obtidos no estudo, foi possível estabelecer uma relação com os perfis de anticonsumidores descritos por Iyer e Muncy (2008). Nesse sentido, pôde-se identificar que os consumidores que reduzem o consumo de proteínas de origem animal apresentam motivações mais frequentemente associadas a preocupações sociais, éticas e ambientais do que a fatores estritamente individuais. Isso os aproxima da categoria de “Ativistas de mercado” proposta na matriz de tipos de anticonsumidores.

Considerando o caráter exploratório do estudo e a utilização da técnica DBSCAN, o objetivo central da análise não consistiu em testar hipóteses causais, mas em identificar padrões de proximidade e heterogeneidade entre os respondentes. Dessa forma, a interpretação dos resultados concentrou-se na identificação de estruturas motivacionais predominantes e em suas possíveis relações com comportamentos de anticonsumo alimentar.

                Esses consumidores se comportam de forma a reduzir o consumo de produtos ou marcas específicas por acreditarem que eles causam problemas sociais – como produtos cujo processo de produção causa impactos ambientais, ou empresas com valores incompatíveis com os do indivíduo e que incentivam práticas às quais ele se opõe (Iyer & Muncy, 2008). Coerentemente com essa classificação, os participantes demonstraram ser motivados, em diferentes níveis, pela preocupação ambiental.

                Complementarmente, foi possível identificar o papel moderador da responsabilidade social do consumidor na amostra estudada. Isso porque o consumidor que reduz o consumo de proteínas animais se baseia em sua moral e ética para tomar decisões de consumo ¬– neste caso, pondera as consequências negativas de consumir esses produtos para o meio ambiente e escolhe deixar de comprá-los.

                Também foram obtidos resultados que vão ao encontro do que afirma Ruby (2012), segundo o qual indivíduos que deixam de consumir proteínas animais por questões éticas e morais tendem a apresentar sentimentos mais negativos em relação a esses alimentos, não os considerando visualmente atrativos e relatando menor prazer em seu consumo. Os resultados obtidos neste estudo indicam que categorias como Prazer, Gostos e Apelo Visual estiveram presentes, em diferentes intensidades, nos perfis identificados, corroborando essa interpretação.

                or fim, os resultados permitem inferir que os consumidores que reduzem o consumo de proteína animal são motivados, principalmente, por motivos éticos e por preocupações relacionadas ao meio ambiente e ao bem-estar animal, visto que a categoria Preocupação Ambiental esteve presente em todos os clusters identificados e apresentou médias de concordância relativamente elevadas em comparação às demais categorias motivacionais.

O presente artigo objetivou identificar características e motivações do consumidor que desestimulem o consumo de proteína animal na região metropolitana de São Paulo. Como principais achados, foram obtidas as características descritivas desse grupo e identificados três perfis de consumidores, segmentados com base em seus principais motivadores. Foi observado, no entanto, que todos eles tinham um elemento comum: a preocupação ambiental.

Além disso, o trabalho investigou o quanto a decisão de reduzir o consumo de proteínas animais estava atrelada ao conceito de responsabilidade social. Foi possível identificar os principais aspectos associados à insatisfação dos consumidores em relação a esses alimentos e verificar que seus maiores descontentamentos estão ligados à ética envolvida em sua produção.

No entanto, conforme Ruby (2012), os motivos pelos quais as pessoas deixam de consumir proteínas de origem animal não são imutáveis – eles podem se modificar ou se transformar com o passar do tempo. Uma pessoa que toma a decisão de reduzir o consumo de proteínas animais por um motivo pode encontrar outros motivadores ao longo do tempo que a farão manter esse comportamento.

Tendo isso em consideração, estudos futuros podem aprofundar a investigação a respeito desses consumidores ao explorar a evolução e a transformação de suas motivações ao longo do tempo. Além disso, podem traçar um comparativo entre os motivos que induzem as pessoas a tomar a decisão inicial de reduzir seu consumo e aqueles que contribuem para a manutenção desse comportamento.

É preciso também considerar que este estudo foi realizado em um contexto de elevada preocupação ambiental, tema que tem mobilizado governos, organizações e a sociedade em geral, além de estimular debates legislativos e pesquisas voltadas à inovação tecnológica. Nesse sentido, os perfis de anticonsumidores identificados podem ter sido influenciados por características específicas do contexto analisado.

Por fim, estudos futuros podem complementar os achados por meio da aplicação de técnicas inferenciais, como regressões, modelos de equações estruturais ou testes de diferenças entre grupos, de modo a avaliar estatisticamente a relevância das variáveis motivacionais identificadas e sua associação com a redução do consumo de proteínas animais.

 

5.1    Contribuições Teóricas e Metodológicas

 

Este estudo contribui para o campo do anticonsumo ao explorar como preocupações éticas e ambientais influenciam decisões relacionadas à redução do consumo de proteínas animais. Anteriormente, o anticonsumo foi frequentemente estudado em contextos de rejeição a marcas específicas ou a produtos associados a impactos ambientais e sociais negativos. Este trabalho, ao conectar teoricamente o anticonsumo às escolhas alimentares, destaca uma faceta relevante desse fenômeno: a decisão consciente de reduzir o consumo de proteínas animais não apenas por questões de saúde, mas também por preocupações éticas e ambientais. Dessa forma, amplia a compreensão sobre como valores individuais podem se refletir em comportamentos alimentares associados ao consumo sustentável.

A adaptação da escala TEMS para avaliar as motivações relacionadas à redução do consumo de proteínas animais constitui uma contribuição metodológica relevante deste estudo. Tradicionalmente utilizada para compreender as razões associadas às escolhas alimentares, a escala foi adaptada para investigar um contexto específico de anticonsumo alimentar. Essa aplicação fornece evidências sobre a utilidade da TEMS para a análise de motivações associadas à redução do consumo de proteínas animais, além de oferecer insights sobre fatores como saúde, ética e sustentabilidade.

O estudo também contribui para a segmentação de consumidores ao identificar e descrever perfis distintos com base em suas motivações. Ao aplicar técnicas de clusterização, a pesquisa agrupou os participantes segundo estruturas motivacionais relacionadas a questões éticas, ambientais e de saúde. Esse conhecimento pode auxiliar pesquisadores e gestores na compreensão de diferentes perfis de consumidores envolvidos em práticas de redução do consumo de proteínas de origem animal.

 

5.2    Contribuições Gerenciais

 

Este artigo contribui para que empresas e gestores possam tomar decisões estratégicas relacionadas ao mercado de produtos livres de proteínas de origem animal, tanto em termos de oferta de produtos e serviços quanto de compreensão dos perfis de consumidores associados a esse segmento.

Para isso, os perfis identificados e suas especificidades podem ser explorados em campanhas de marketing e demais ações estratégicas voltadas para o público estudado. Os dados obtidos também podem orientar novas pesquisas mercadológicas que auxiliem na identificação de fatores associados à redução do consumo de proteínas de origem animal e na compreensão de elementos que podem favorecer a adoção ou a manutenção desse comportamento de consumo.

 

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APÊNDICE I - Instrumento de coleta

Para responder às questões propostas, considere como proteína animal produtos como carnes vermelhas (vaca, vitela, porco, cordeiro, carneiro, cavalo ou cabra), carnes brancas (frango, pato, peru, ganso ou peixes) e frutos do mar (caranguejos, moluscos, camarões, lagostas, crustáceos em geral e animais que possuem conchas, como as ostras).

Seção 1

As perguntas a seguir nos ajudarão a entender se você faz parte do público-alvo desta pesquisa. Assinale "Sim" ou "Não" para respondê-las.

1.       Você tem 18 anos ou mais?

2.       Você mora na região metropolitana de São Paulo?

3.       Você evita o consumo de proteínas de origem animal regularmente, ao menos uma vez por semana, há mais de 90 dias?

4.       Você evita o consumo de proteínas de origem animal por escolha? (Caso você evite o consumo de proteína animal por falta de disponibilidade desse produto na sua região ou por outros fatores que impedem que você os consuma contra a sua vontade, assinale "Não".)

5.       Você trabalha com pesquisas?

6.       Você trabalha em empresas que processam proteína animal?

 

Seção 2

Para entendermos os motivos pelos quais você evita o consumo de proteína animal, assinale na escala de 1 a 7 o quanto você concorda com as afirmações a seguir, sendo 1 – Discordo totalmente e 7 – Concordo totalmente. 

Gostos

Eu evito consumir proteína animal porque não acho esse tipo de alimento saboroso.

Eu evito consumir proteína animal porque não tenho apetite para esse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal porque não gosto do sabor desse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal porque não sinto vontade de comer esse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal porque não gosto desse tipo de alimento.

Hábitos

Eu escolhi evitar o consumo de proteína animal porque não costumava comer esse tipo de alimento com frequência.

Eu evito consumir proteína animal porque não tenho o costume de comer esse tipo de alimento.

Eu escolhi evitar o consumo de proteína animal porque eu geralmente não comia esse tipo de alimento.

Eu escolhi evitar o consumo de proteína animal porque ela não fazia parte da minha dieta regular.

Eu escolhi evitar o consumo de proteína animal porque ela não fazia parte da minha dieta diária.

Eu evito consumir proteína animal porque este tipo de alimento não fez parte da minha educação familiar.

Necessidades

Eu evito consumir proteína animal porque acho que este tipo de alimento não me dá a energia que preciso.

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não me traz saciedade.

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é fácil de digerir.

Eu evito consumir proteína animal porque não sinto fome.

Saúde

Eu evito consumir proteína animal para manter uma dieta balanceada.

Eu evito consumir proteína animal porque acho que isso é saudável.

Eu evito consumir proteína animal para me manter em forma física.

Eu evito consumir proteína animal para suprir minhas necessidades de nutrientes, vitaminas e minerais.

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento me faz passar mal.

Conveniência

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é rápido de preparar.

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é conveniente para mim.

Eu evito consumir proteína animal porque não é fácil preparar esse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal porque não é fácil encontrar esse tipo de alimento para comprar.

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não está sempre disponível.

Prazer

Eu evito consumir proteína animal porque eu não me sinto bem ao comer esse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal porque quero me auto satisfazer.

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento me deixa de mau humor.

Eu evito consumir proteína animal porque quero me auto recompensar.

Eu evito consumir proteína animal porque não acho divertido comer esse tipo de alimento.

Tradições

Eu evito consumir proteína animal porque comer esse tipo de alimento não é adequado em certas ocasiões.

Eu evito consumir proteína animal porque é uma tradição (tradição familiar, ocasiões especiais).

Eu evito consumir proteína animal porque eu fui criado(a) dessa forma.

Eu evito consumir proteína animal em certas estações do ano.

Preocupação ambiental

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é natural (geneticamente modificado).

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento contém substâncias nocivas (pesticidas, poluentes, antibióticos).

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é orgânico.

Eu evito consumir proteína animal porque os produtores desse tipo de alimento não recebem um valor justo em troca de sua produção.

Eu evito consumir proteína animal porque é melhor para o meio ambiente.

Socialização

Eu evito consumir proteína animal porque isso me ajuda a socializar com outras pessoas que também evitam.

Eu evito consumir proteína animal para poder passar mais tempo com pessoas que também evitam.

Eu evito consumir proteína animal para participar com mais frequência de eventos sociais com pessoas que também evitam.

Eu evito consumir proteína animal porque isso torna mais prazeroso comer com outras pessoas.

Eu evito consumir proteína animal porque isso faz os eventos sociais serem mais legais.

Eu evito consumir proteína animal porque isso facilita a convivência com outras pessoas (refeições no trabalho e outros eventos).

Preço

Eu evito consumir proteína animal por conta do preço atual.

Eu evito consumir proteína animal porque eu não quero gastar mais dinheiro do que já gasto.

Eu evito consumir proteína animal porque existem poucas promoções ou descontos para esses alimentos.

Eu evito consumir proteína animal porque o preço não é justo.

Eu evito consumir proteína animal porque não é de graça.

Eu evito consumir proteína animal principalmente quando ainda não comprei.

Apelo visual

Eu evito consumir proteína animal porque a apresentação (embalagem) não me chama a atenção.

Eu evito consumir proteína animal porque não é um produto atrativo para mim.

Eu evito consumir proteína animal porque esses produtos não são apresentados de maneira agradável.

Eu evito consumir proteína animal porque não é visualmente atrativo.

Eu evito consumir proteína animal porque não vejo esses produtos em anúncios ou na TV.

Controle de peso

Eu evito consumir proteína animal porque quero perder peso.

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento tem muitas calorias.

Eu evito consumir proteína animal porque estou com sobrepeso.

Eu evito consumir proteína animal porque controlo meu peso.

Eu evito consumir proteína animal porque são produtos ricos em gorduras.

Regulação afetiva

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando me sinto triste.

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando me sinto frustrado(a).

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando me sinto solitário(a).

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando quero me distrair.

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando me sinto estressado(a).

Eu evito consumir proteína animal porque isso melhora meu humor.

Normas sociais

Eu evito as proteínas animais porque seria falta de educação consumir esse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal para não decepcionar alguém que gostaria que eu evitasse o consumo desse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal porque não devo comer esse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal porque outras pessoas (meus colegas, amigos, família) não comem esse tipo de alimento.

Eu evito consumir proteína animal porque minha família/parceiro(a) acha que esse tipo de alimento não é bom para mim.

Eu evito consumir proteína animal porque meu médico diz que eu deveria evitar esse tipo de alimento.

Imagem social

Eu evito consumir proteína animal porque fazer isso é uma tendência.

Eu evito consumir proteína animal porque fazer isso causa uma boa impressão nas outras pessoas.

Eu evito consumir proteína animal porque outras pessoas gostam que eu faça isso.

Eu evito consumir proteína animal porque quero me destacar das outras pessoas.

Eu evito consumir proteína animal porque fazer isso me torna especial.

 

Seção 3

As questões a seguir nos ajudarão a entender quais são os fatores que causam insatisfação nos consumidores em relação às proteínas animais. Assinale na escala de 1 a 7 o quanto você concorda com as afirmações a seguir, sendo 1 – Discordo totalmente e 7 – Concordo totalmente. 

No geral, estou insatisfeito(a)...

Com a segurança das proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Com o valor nutricional das proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Com os preços das proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Com o sabor das proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Com a ética na maneira como as proteínas animais são produzidas hoje em dia.

Com as opções de proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Com o comportamento das companhias que processam proteína animal hoje em dia.

Com a origem da maior parte das proteínas animais hoje em dia.

 

Seção 4

As questões a seguir nos ajudarão a determinar o perfil dos consumidores que evitam o consumo de proteína animal na região metropolitana de São Paulo. Responda-as de acordo com a sua realidade.

1.       Qual é a sua idade?

2.       Qual é o seu grau de escolaridade?

3.       Qual é o seu gênero?

4.       Qual é a sua profissão?

5.       Em qual município da região metropolitana de São Paulo você mora?

6.       Qual é a sua renda mensal? Sua renda pessoal, sem considerar os demais membros da família.

7.       Qual é a renda mensal da sua residência? Além da sua renda pessoal, considere a renda de todas as pessoas que moram com você.

8.       Com que frequência você evita o consumo de proteína animal?

9.       Você deseja receber os resultados do estudo? Caso sim, insira seu e-mail abaixo.

 

 

Agrupamento das proposições da escala TEMS

Grupo

Variável

Proposição

Gosto

Gosto1

Eu evito consumir proteína animal porque não acho esse tipo de alimento saboroso.

Gosto2

Eu evito consumir proteína animal porque não tenho apetite para esse tipo de alimento.

Gosto3

Eu evito consumir proteína animal porque não gosto do sabor desse tipo de alimento.

Gosto4

Eu evito consumir proteína animal porque não sinto vontade de comer esse tipo de alimento.

Gosto5

Eu evito consumir proteína animal porque não gosto desse tipo de alimento.

Hábito

Habito1

Eu escolhi evitar o consumo de proteína animal porque não costumava comer esse tipo de alimento com frequência.

Habito2

Eu evito consumir proteína animal porque não tenho o costume de comer esse tipo de alimento.

Habito3

Eu escolhi evitar o consumo de proteína animal porque eu geralmente não comia esse tipo de alimento.

Habito4

Eu escolhi evitar o consumo de proteína animal porque ela não fazia parte da minha dieta regular.

Habito5

Eu escolhi evitar o consumo de proteína animal porque ela não fazia parte da minha dieta diária.

Habito6

Eu evito consumir proteína animal porque este tipo de alimento não fez parte da minha educação familiar.

Necessidade

Necessidade1

Eu evito consumir proteína animal porque acho que este tipo de alimento não me dá a energia que preciso.

Necessidade2

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não me traz saciedade.

Necessidade3

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é fácil de digerir.

Necessidade4

Eu evito consumir proteína animal porque não sinto fome.

Saúde

Saude1

Eu evito consumir proteína animal para manter uma dieta balanceada.

Saude2

Eu evito consumir proteína animal porque acho que isso é saudável.

Saude3

Eu evito consumir proteína animal para me manter em forma física.

Saude4

Eu evito consumir proteína animal para suprir minhas necessidades de nutrientes, vitaminas e minerais.

Saude5

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento me faz passar mal.

Conveniência

Conveniência1

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é rápido de preparar.

Conveniência2

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é conveniente para mim.

Conveniência3

Eu evito consumir proteína animal porque não é fácil preparar esse tipo de alimento.

Conveniência4

Eu evito consumir proteína animal porque não é fácil encontrar esse tipo de alimento para comprar.

Conveniência5

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não está sempre disponível.

Prazer

Prazer1

Eu evito consumir proteína animal porque eu não me sinto bem ao comer esse tipo de alimento.

Prazer2

Eu evito consumir proteína animal porque quero me auto satisfazer.

Prazer3

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento me deixa de mau humor.

Prazer4

Eu evito consumir proteína animal porque quero me auto recompensar.

Prazer5

Eu evito consumir proteína animal porque não acho divertido comer esse tipo de alimento.

Tradição

Tradicao1

Eu evito consumir proteína animal porque comer esse tipo de alimento não é adequado em certas ocasiões.

Tradicao2

Eu evito consumir proteína animal porque é uma tradição (tradição familiar, ocasiões especiais).

Tradicao3

Eu evito consumir proteína animal porque eu fui criado(a) dessa forma.

Tradicao4

Eu evito consumir proteína animal em certas estações do ano.

Preocupação ambiental

Preoc_ambiental1

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é natural (geneticamente modificado).

Preoc_ambiental2

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento contém substâncias nocivas (pesticidas, poluentes, antibióticos).

Preoc_ambiental3

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento não é orgânico.

Preoc_ambiental4

Eu evito consumir proteína animal porque os produtores desse tipo de alimento não recebem um valor justo em troca de sua produção.

Preoc_ambiental5

Eu evito consumir proteína animal porque é melhor para o meio ambiente.

Socialização

Socialização1

Eu evito consumir proteína animal porque isso me ajuda a socializar com outras pessoas que também evitam.

Socialização2

Eu evito consumir proteína animal para poder passar mais tempo com pessoas que também evitam.

Socialização3

Eu evito consumir proteína animal para participar com mais frequência de eventos sociais com pessoas que também evitam.

Socialização4

Eu evito consumir proteína animal porque isso torna mais prazeroso comer com outras pessoas.

Socialização5

Eu evito consumir proteína animal porque isso faz os eventos sociais serem mais legais.

Socialização6

Eu evito consumir proteína animal porque isso facilita a convivência com outras pessoas (refeições no trabalho e outros eventos).

Preço

Preco1

Eu evito consumir proteína animal por conta do preço atual.

Preco2

Eu evito consumir proteína animal porque eu não quero gastar mais dinheiro do que já gasto.

Preco3

Eu evito consumir proteína animal porque existem poucas promoções ou descontos para esses alimentos.

Preco4

Eu evito consumir proteína animal porque o preço não é justo.

Preco5

Eu evito consumir proteína animal porque não é de graça.

Preco6

Eu evito consumir proteína animal principalmente quando ainda não comprei.

Apelo visual

Apelo_Visual1

Eu evito consumir proteína animal porque a apresentação (embalagem) não me chama a atenção.

Apelo_Visual2

Eu evito consumir proteína animal porque não é um produto atrativo para mim.

Apelo_Visual3

Eu evito consumir proteína animal porque esses produtos não são apresentados de maneira agradável.

Apelo_Visual4

Eu evito consumir proteína animal porque não é visualmente atrativo.

Apelo_Visual5

Eu evito consumir proteína animal porque não vejo esses produtos em anúncios ou na TV.

Controle de peso

Controle_peso1

Eu evito consumir proteína animal porque quero perder peso.

Controle_peso2

Eu evito consumir proteína animal porque esse tipo de alimento tem muitas calorias.

Controle_peso3

Eu evito consumir proteína animal porque estou com sobrepeso.

Controle_peso4

Eu evito consumir proteína animal porque controlo meu peso.

Controle_peso5

Eu evito consumir proteína animal porque são produtos ricos em gorduras.

Regulação afetiva

Reg_afetiva1

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando me sinto triste.

Reg_afetiva2

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando me sinto frustrado(a).

Reg_afetiva3

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando me sinto solitário(a).

Reg_afetiva4

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando quero me distrair.

Reg_afetiva5

Paro de evitar o consumo de proteína animal quando me sinto estressado(a).

Reg_afetiva6

Eu evito consumir proteína animal porque isso melhora meu humor.

Normas sociais

Norma_social1

Eu evito as proteínas animais porque seria falta de educação consumir esse tipo de alimento.

Norma_social2

Eu evito consumir proteína animal para não decepcionar alguém que gostaria que eu evitasse o consumo desse tipo de alimento.

Norma_social3

Eu evito consumir proteína animal porque não devo comer esse tipo de alimento.

Norma_social4

Eu evito consumir proteína animal porque outras pessoas (meus colegas, amigos, família) não comem esse tipo de alimento.

Norma_social5

Eu evito consumir proteína animal porque minha família/parceiro(a) acha que esse tipo de alimento não é bom para mim.

Norma_social6

Eu evito consumir proteína animal porque meu médico diz que eu deveria evitar esse tipo de alimento.

Imagem social

Imagem_Social1

Eu evito consumir proteína animal porque fazer isso é uma tendência.

Imagem_Social2

Eu evito consumir proteína animal porque fazer isso causa uma boa impressão nas outras pessoas.

Imagem_Social3

Eu evito consumir proteína animal porque outras pessoas gostam que eu faça isso.

Imagem_Social4

Eu evito consumir proteína animal porque quero me destacar das outras pessoas.

Imagem_Social5

Eu evito consumir proteína animal porque fazer isso me torna especial.

Responsabilidade Social do Consumidor

Respon_Social1

No geral, estou insatisfeito(a) com a segurança das proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Respon_Social2

No geral, estou insatisfeito(a) com o valor nutricional das proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Respon_Social3

No geral, estou insatisfeito(a) com os preços das proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Respon_Social4

No geral, estou insatisfeito(a) com o sabor das proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Respon_Social5

No geral, estou insatisfeito(a) com a ética na maneira como as proteínas animais são produzidas hoje em dia.

Respon_Social6

No geral, estou insatisfeito(a) com as opções de proteínas animais disponíveis hoje em dia.

Respon_Social7

No geral, estou insatisfeito(a) com o comportamento das companhias que processam proteína animal hoje em dia.

Respon_Social8

No geral, estou insatisfeito(a) com a origem da maior parte das proteínas animais hoje em dia.